
Seis anos após o escândalo do dossiê antitucano, o juiz da 7.ª Vara Criminal da Justiça Federal em Mato Grosso, Paulo Cézar Alves Sodré, aceitou denúncia oferecida pela Procuradoria da República no estado contra os "aloprados" seis integrantes do núcleo de inteligência do PT que, segundo a Polícia Federal, amealharam R$ 1,7 milhão para adquirir um falso dossiê sobre o candidato do PSDB nas eleições para o governo de São Paulo, em 2006, José Serra.
São acusados formalmente por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro o agente da PF aposentado Gedimar Pereira Passos, o engenheiro Valdebran Carlos Padilha, o ex-diretor do Banco do Estado de Santa Catarina Jorge Lorenzetti amigo e churrasqueiro do ex-presidente Lula , o ex-diretor do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso, o sindicalista Osvaldo Bargas e Hamilton Feitosa Lacerda, coordenador de campanha do então candidato do PT ao governo, Aloizio Mercadante. O ex-presidente Lula, ao se referir aos acusados como "aloprados", é quem cunhou o termo.
Os aloprados, segundo os procuradores, "tinham por fim a desestabilização da campanha eleitoral de 2006 ao governo do estado de São Paulo através de criação de vínculo entre o candidato pelo PSDB à máfia dos sanguessugas e, com isso, favorecer o candidato do PT". A sanguessuga era uma máfia de empresários envolvidos em fraudes nas licitações para compra superfaturada das ambulâncias.
O plano caiu na madrugada de 15 de setembro de 2006, quando o grupo foi flagrado pela PF no Hotel Ibis Aeroporto, em São Paulo, de posse da montanha de dinheiro vivo imagens da pilha de dólares e reais foram exibidas às vésperas das eleições presidenciais por um delegado da PF.



