O laudo da perícia realizado na piscina do Rio Quente Resorts-hotel de luxo em Goiás, onde o estudante Rafael Noguche Dalpino, de 12 anos, foi sugado por uma comporta de escoamento de água enquanto brincava, concluiu que a falta de sinalização e segurança do local teriam contribuído para o acidente. A direção do resorts diz desconhecer o teor do laudo e que só irá se pronunciar quando receber o documento.
O laudo, assinado pelos peritos Ricardo Matos da Silva e Jefferson do Brasil Pinheiro, da Polícia Científica de Goiás, afirma não terem sido encontradas grades de proteção na entrada do duto nem sinalização sobre a operação de limpeza da piscina realizada no momento do acidente.
Os peritos dizem ainda que, como a piscina fica aberta 24 horas, a presença de hóspedes em qualquer horário é normal e esperada pelo resorts, principalmente perto da comporta e da entrada do duto, pois elas estão próximas ao bar molhado, que funciona dentro da água.
Teste feito com salva-vidas de 63 quilos mostra, no laudo, que, quando ele se aproximou da comporta a nado, foi puxado para a direção do duto.
- Ele só conseguiu se afastar da área de drenagem quando se apoiou na parede de pedra lateral e próxima à entrada do duto, em movimento de impulso.
O acidente ocorreu em 23 de janeiro. Rafael, que morava em São Paulo, passava férias com a família no local. Parentes dizem que ele ficou cerca de 20 minutos preso na tubulação porque havia pedras obstruindo a saída do duto. Já o resorts diz que o socorro foi imediato.
A delegada Maristela Rosa afirma, com base no laudo, que o acidente foi provocado por negligência e que deverá indiciar alguém por homicídio culposo (sem intenção). Antes de concluir o inquérito, ela ainda vai ouvir o depoimento da família por carta precatória.



