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O líder do DEM, José Agripino Maia (RN) criticou nesta terça-feira (19) a iniciativa do deputado petista André Vargas (PR) de propor a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras na Câmara. "Isso é uma tentativa de politizar o assunto. Por que isso? É porque o governo tem mais votos na Câmara? É uma provocação irresponsável", disse Agripino. Nesta manhã, a bancada do PT na Câmara iniciou reunião na liderança para discutir essa proposta.

Agripino também defendeu que o PSDB, responsável pelo requerimento de criação da CPI da Petrobras no Senado, tenha ao menos um dos postos de comando na comissão - a presidência ou a relatoria. A bancada do DEM do Senado vai se reunir logo mais, ao meio-dia, na residência do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para definir a participação do partido na CPI e o nome do senador que integrará a comissão.

Agripino já adiantou que o senador Heráclito Fortes (PI) deverá ser suplente do partido na comissão. Ele não será o titular, porque já participa de outra CPI. O líder também afirmou que prefere dar mais espaço para que outros senadores, que não ele próprio, integrem a comissão. "Como líder, tenho a prerrogativa de ter a palavra na CPI, quando precisar. Os outros senadores não têm", afirmou.

Do lado governista, o senador Almeida Lima (PMDB-SE) disse em rápida entrevista que seu partido não é o fiel da balança da CPI. "Nossa posição é clara. Nós somos governistas", afirmou. Ele negou que o partido não tenha se empenhado para evitar a CPI. Segundo ele, a questão da perda de cargos na Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não é uma questão do partido, mas sim do senador Romero Jucá (PMDB-RR) - o irmão de Jucá está na lista de desligados. O PMDB vai se reunir às 15 horas, na liderança, para discutir a participação da legenda na CPI.

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