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Memória

Livro reúne charges sobre ex-prefeito Maurício Fruet

“Maurício em Charge” traz obras de chargistas curitibanos que retrataram com bom-humor a personalidade do pai do prefeito Gustavo Fruet

O livro, com 88 páginas, custa R$ 20 | Divulgação
O livro, com 88 páginas, custa R$ 20 (Foto: Divulgação)

Prefeito de Curitiba entre 1983 e 1986, Maurício Fruet, pai do atual prefeito Gustavo Fruet, era um político que fugia à regra em termos de comportamento. O oposto de sisudo, ele chamava a atenção por ser bem humorado e brincalhão com seus amigos, colegas e até no trato com o eleitorado. "Além disso, tinha uma verdadeira paixão por charges em que aparecia. Ele chegava a pedir as versões originais dos desenhos aos chargistas e, assim, montou uma coleção bastante expressiva", conta o chargista Simon Taylor, que reuniu essas peças bem-humoradas e as colocou num livro, "Maurício em Charge", que foi lançado nesta segunda-feira (12) – data na qual Maurício completaria 74 anos de idade.

O trabalho começou há dois anos e envolveu muitas idas ao museu montado pelo filho Gustavo na Rua Desembargador Westphalen. "Fiz o levantamento e cataloguei charges em jornais antigos, quadros. Aí fotografei e escaneei o material", diz Taylor. Como resultado, foi possível lançar um livro com 88 páginas e com cerca de 150 charges, caricaturas e cartuns.

Entre os artistas responsáveis pela arte, estão nomes como Tiago Recchia, Douglas Mayer, Rubens Gennaro, Tako X e até os falecidos Claudio Seto e Xixo Fernandes. Com isso, a obra também serve para recuperar os trabalhos de chargistas que ajudaram a dar o tom da política na cidade. "É o retrato de uma época em dois sentidos, tanto artístico quanto jornalístico. Há legendas associadas aos desenhos, de modo a explicar em que contexto ele se inseria", explica Taylor.

Biografia

Maurício Fruet era do extinto partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e foi o último prefeito de Curitiba apontado na época da ditadura militar. Ele foi vereador, deputado estadual e duas vezes deputado federal, além de Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia no governo de Requião entre 1991 e 1994. Ele morreu em 30 de agosto de 1998, com 59 anos, a 35 dias das eleições que disputava para conquistar seu terceiro mandato como deputado federal. Ele foi, então, substituído por Gustavo, que conseguiu ser eleito com votação recorde.

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