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No Tribunal

Mãe suspeita de jogar bebê na Lagoa da Pampulha nega acusações

A vendedora Simone Cassiano da Silva, de 30 anos, acusada de ter jogado a filha de 3 meses, dentro de um saco plástico, na Lagoa da Pampulha, há um ano, está sendo julgada nesta sexta-feirapelo Tribunal do Júri, em Belo Horizonte. Ao ser interrogada, a ré voltou a negar as acusações e sustentou a versão de que entregou o bebê a um casal, que passava pela orla. Ela garante que só teria ficado sabendo do caso pela imprensa. E alegou problemas psiquiátricos. Simone é acusada de tentativa de homicídio, crime que prevê pena de 12 a 30 anos de prisão.

A sessão, que é aberta ao público, começou por volta das 9h20 e está lotada, com todos os 450 lugares do salão ocupados. Nesta tarde, serão ouvidas as testemunhas de defesa e acusação. Um vídeo do resgate da criança, filmado por um cinegrafista amador, será exibido. Depois dos relatos das testemunhas, o advogado e o promotor terão duas horas - cada um - para convencer os jurados. Só depois de ouvi-los, será iniciada a votação. A previsão é de que o julgamento se estenda até a madrugada.

Em 28 de janeiro de 2006, um casal que fazia caminhada na orla da lagoa avistou um saco plástico boiando e ouviu um ruído. Pensando que fosse um animal, o casal retirou a embalagem da água e resgatou o bebê. O resgate, filmado por um cinegrafista amador, ganhou repercussão nacional e internacional. A mãe, presa no dia seguinte, sempre negou o crime. Mas na época, ela se referiu à filha como "essa droga dessa menina", frase que pode prejudicar a acusada.

Abandono de incapaz

O advogado de Simone disse que pretende caracterizar o caso como abandono de incapaz, que prevê pena de seis meses a dois anos de prisão, além de pedir a guarda da menina para a mãe.

O bebê, hoje com 1 ano e 3 meses, foi registrado com o nome de Letícia Maria Cassiano e vive com um casal indicado pelo Juizado da Infância e da Juventude. A guarda do bebê é mantida em segredo de Justiça.

Os pais de Simone não desistiram de recuperar a neta e entraram, em janeiro de 2006, com o processo de requerimento da guarda, que também corre em segredo de Justiça.

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