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CARNE FRACA

Ministro ignorou alertas ao escolher chefe do Ministério da Agricultura no Paraná

Indicado pela bancada paranaense do PP na Câmara, Gil Bueno de Magalhães foi preso na deflagração da Operação Carne Fraca

  • PorCatarina Scortecci, correspondente
  • Brasília
  • 22/03/2017 22:37
Gil Bueno de Magalhães | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo/Arquivo
Gil Bueno de Magalhães| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo/Arquivo

Antes de nomear o fiscal federal Gil Bueno de Magalhães para a principal cadeira do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná, o ministro da pasta, Blairo Maggi (PP), foi alertado oficialmente sobre o histórico do servidor, que já incluía três processos administrativos disciplinares. Também houve um pedido explícito e enfático de representantes da classe de fiscais federais para que Gil não assumisse tal função. Blairo Maggi, contudo, acolheu a indicação da bancada paranaense do PP, responsável por apresentar o nome de Gil ao correligionário.

Gil foi preso preventivamente no âmbito da Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira (17) pela Polícia Federal. Ele é suspeito de participação em esquema de propina investigado pela Polícia Federal. Na segunda-feira (20), Gil foi exonerado do cargo máximo do Ministério da Agricultura no Paraná. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa do fiscal federal.

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Em ofício com data de 16 de maio de 2016 destinado a Blairo Maggi – naquele momento, há menos de uma semana à frente do Mapa -, o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) repudiava uma possível indicação de Gil à superintendência paranaense da pasta. A entidade “espera que seja desconsiderada de forma definitiva a possibilidade de uma indicação, tanto ao cargo de superintendente, quanto a qualquer outro cargo de chefia, tendo em vista o perfil pessoal e profissional do servidor no que se refere ao seu histórico”, diz trecho do ofício.

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Gil já era um antigo conhecido da classe. Ele comandou o órgão no Paraná entre 2001 e 2003, e também entre 2014 e 2015. Também foi chefe do Serviço de Vigilância Agropecuária (SVA) de Paranaguá. Ao longo de todo período, entrou em embates com servidores grevistas e se envolveu em outros problemas, como embarque irregular de produtos de origem animal no Porto de Paranaguá. Também acabou se tornando alvo de ao menos três processos disciplinares, e que envolvem questões como assédio moral, pressão psicológica e abuso de autoridade.

Os fatos constam do ofício enviado pelo Anffa Sindical a Blairo Maggi. No texto, não é mencionado, contudo, o fato de Gil também ser réu em um processo na Justiça Federal de Paranaguá. Ele foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de receber propina, entre 2004 e 2008, de duas empresas que eram alvos de fiscalização do Ministério da Agricultura. A denúncia do MPF contra Gil, e que desencadeou uma ação penal ainda sem desfecho, foi oferecida no mês de março do ano passado. Em novembro último, quando a reportagem da Gazeta do Povo procurou o então superintendente para falar sobre o assunto, ele preferiu não se manifestar, alegando que o trâmite do processo é sigiloso.

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O ofício do Anffa Sindical foi escrito a Blairo Maggi porque o nome de Gil já estava sendo ventilado como possível substituto de Daniel Gonçalves Filho, que ficou na superintendência paranaense do ministério durante nove anos, aproximadamente. Também preso preventivamente na Operação Carne Fraca, Daniel é apontado pela PF como o “chefe do esquema de propina” e teria relação próxima com Gil. No ofício, a entidade ainda comemora a saída de Daniel, que ocorreu por força de um processo disciplinar. Para o Anffa Sindical, se encerrava um “longo período onde interesses individuais sobrepujaram o interesse público e o agronegócio paranaense, relegando a administração da coisa pública a um segundo plano”.

Outro lado

Procurada pela Gazeta do Povo, o Ministério da Agricultura informou que a nomeação de Gil seguiu “todos os trâmites legais previstos”, como “a submissão do nome do servidor à Casa Civil”. Também disse que seria “prematuro formar juízo de valor” em torno de processos administrativos disciplinares e de ação penal ainda não concluídos.

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