Morreu na madrugada desta sexta-feira o jurista e advogado Miguel Reale. Ele sofreu um enfarte enquanto dormia em casa, em São Paulo. Miguel Reale tinha 95 anos e era reconhecido internacionalmente na área jurídica. O corpo está sendo velado na residência da família em São Paulo e o enterro está previsto para às 16 horas no Cemitério São Paulo.
Considerado o pai do Novo Código Civil Brasileiro, Reale viu a lei ser sancionada em 2002, após 27 anos de tramitação no Congresso Nacional. Miguel Reale era Professor Emérito da Faculdade de Direito da USP e imortal da Academia Brasileira de Letras.
Foi Supervisor da Comissão Elaboradora e Revisora do Código Civil, cuja lei foi sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em 2002. O jurista foi secretário de Justiça de São Paulo em 1947 e em 1963. Também foi reitor da Universidade de São Paulo (USP), por duas vezes.
Além de atuar na área de Direito, Miguel Reale fundou o Instituto Brasileiro de Filosofia, em 1949, e a Sociedade Interamericana de Filosofia, em 1954.
Miguel Reale era pai do também jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. O ex-ministro disse que os ideais de justiça do seu pai estarão presentes todos os dias.
"Miguel Reale deixa uma obra imperecível, não só no campo do pensamento, no campo da literatura, mas especialmente ao ter promovido e coordenado a edição do novo Código Civil. Eu creio que essa é a obra que perdurará, porque ela vai regular a vida de todos os brasileiros no seu cotidiano. Então o seu pensamento, os seus ideais de Justiça estarão presentes todos os dias. Para mim, isso representa uma alegria muito grande, no dia em que perda dele me faz pensar sobre o mistério da vida", afirmou Reale Júnior.



