Morreu na madrugada desta quinta-feira, em São Paulo, aos 96 anos, o jornalista e militante comunista Armênio Guedes. Secretário particular de Luis Carlos Prestes, com quem e dirigente do PCB, Armênio estava internado havia dez dias no Hospital Samarita n o, no centro da capital paulista. Deixou a viúva Cecília Comegno.
Nascido em Mucugê, na Bahia, em 30 de maio de 1918, Armênio Guedes militou no PCB de 1935 a 1983. Após romper com o stalinismo e com a União Soviética, alinhou-se aos partidos da esquerda democrática europeia. Durante o regime militar, opôs-se à luta armada e defendeu uma aliança com o MDB. Exilado, morou no Chile e na França.
Em nota, o presidente do PPS, deputado Roberto Freire, lamentou a morte e disse que Armênio Guedes “deixou o legado de uma correta visão de uma esquerda democrática e reformista para todos os que o conheceram, pessoalmente ou por intermédio de suas ricas contribuições teóricas”.
O corpo de Armênio Guedes deve ser cremado às 16h desta quinta-feira no crematório da Vila Alpina, Zona Leste de São Paulo.



