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Mídia

Nova Lei de Imprensa não é consenso

Derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2009, a Lei de Imprensa continua dividindo profissionais e estudiosos da área de comunicação. A divergência está na necessidade ou não de se editar uma nova lei específica para o setor.

Criada em 1967, durante a ditadura militar, a Lei de Im­­prensa foi revogada pelos ministros do STF sob o argumento de que era incompatível com a atual Consti­­tuição por prever, entre outras medidas, a apreensão de publicações e a censura prévia. No entanto, para Celso Schröder, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e coordenador do Fórum Nacional pela Demo­­cra­­tização da Comuni­­cação (FNDC), é temerária a situação atual em que os jornalistas e meios de comunicação são julgados com base na Constituição Fe­­deral e nos Códigos Civil e Penal.

"Nós precisamos de uma lei de imprensa que caracterize os crimes claramente e que impeça decisões que não compreendem a atividade jornalística. A sentença hoje fica a critério de cada juiz. Isso cria um ambiente desprotegido para a imprensa."

Rodolfo Moura, da Abert, é contra uma nova lei e diz que falta apenas uma nova regulamentação do direito de resposta. Ricardo Pedreira, da Associação Nacional de Jornais, opina que a Justiça comum é o verdadeiro controle à imprensa. Ele diz ainda que os meios de comunicação devem se autorregulamentar. "Não é um sistema perfeito, mas é melhor do que qualquer tipo de regulação imposta de dentro para fora", afirma.

Ele cita como exemplo o Press Complaints Commission (PCC), que é uma comissão independente na Inglaterra que recebe reclamações sobre a imprensa e negocia retratações fora do âmbito judicial. "Apesar de consagrado, o sistema inglês mostrou que não é perfeito diante do escândalo dos gram­­pos", diz, em referência ao ta­­bloide News of the World, fe­­chado recentemente por envolvimento em escutas telefônicas ilegais.

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