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Estrada da Boiadeira

Obra vira palanque para filho de Zé Dirceu

Zeca Dirceu tenta a reeleição | Hedeson Alves/Gazeta do Povo
Zeca Dirceu tenta a reeleição (Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo)

Apesar de assinada ontem, a retomada das obras de pavimentação da rodovia BR-487, a Estrada Boiadeira, no trecho de 20,8 quilômetros entre Cruzeiro do Oeste e Tuneiras do Oeste, ficou para 10 de novembro.

A ordem de serviço assinada ontem no entroncamento da Boiadeira com a rodovia PR-323, em Cruzeiro do Oeste, foi apenas um ato formal, mas foi considerado um apoio ao prefeito da cidade em plena campanha eleitoral. Candidato à reeleição, José Carlos Becker de Oliveira e Silva, o Zeca Dirceu, é filho do ex-ministro José Dirceu.

O superintendente do Dnit no Paraná, David José de Castro, garantiu que foi apenas uma coincidência a solenidade ocorrer neste período. "Minha preocupação não é eleitoral, mas técnica". Ao discursar, a representante da prefeitura, Simone Schiep, fez questão de destacar a atuação de Zeca Dirceu junto ao Ministério dos Transportes e ao Dnit para conseguir a liberação dos recursos anunciados para a obra.

Quem não gostou da "levantada de bola" para Zeca Dirceu foi o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB), que participou do evento. Serraglio ficou irritado por não ter seu nome citado durante a solenidade e nem da bancada federal do Paraná que apresentou emenda ao orçamento. David Castro lembrou apenas da participação do deputado federal Chico da Princesa na obtenção do dinheiro. "A sociedade assiste perplexa a tudo isso porque a Boiadeira sempre foi usada como trampolim para candidatos em épocas de campanhas eleitorais", afirmou Serraglio.

Segundo o Dnit, R$ 13 milhões estão previstos no orçamento de 2008 para a obra, mas devem ser usados R$ 5 milhões até o fim do ano. O trecho entre Cruzeiro e Tuneiras deve consumir R$ 36 milhões. O resto do dinheiro, de acordo com o Dnit, estão garantidos para 2009. O Dnit informou que vai licitar o trecho de 80 quilômetros entre Cruzeiro do Oeste e Porto Camargo (Icaraíma), no valor de R$ 280 milhões, ainda esta ano. Já o trecho que vai ficar sem asfalto, entre Tuneiras e a localidade de Nova Brasília, em direção a Campo Mourão, será novamente projetado.

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