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Legislativo

Oposição quer explicações sobre compra de remédios

Deputados pedem informações sobre licitações da Saúde

Antonio Márquez é considerado o melhor bailarino de flamenco da atualidade | Divulgação/Verinha Walflor
Antonio Márquez é considerado o melhor bailarino de flamenco da atualidade (Foto: Divulgação/Verinha Walflor)

A oposição ao governo na Assembléia Legislativa está cobrando do Secretário de Saúde do Paraná, Cláudio Xavier, explicações sobre a compra de medicamentos no Paraná. A bancada aproveitou a ausência do líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e aliados, na sessão de ontem, para tentar aprovar um requerimento pedindo esclarecimentos sobre o volume de medicamentos adquiridos com verbas federais nos últimos quatro anos. Além disso, querem informações sobre as licitações para a compra e as cópias das ordens judiciais obrigando o Estado a adquirir remédios.

Como a bancada do governo estava esvaziada, o líder do PMDB, Waldyr Pugliesi, não quis correr o risco de perder a votação e pediu para adiar a discussão para segunda-feira. Cerca de 20 deputados estavam presentes na sessão.

As mesmas informações já foram cobradas do secretário através de um ofício encaminhado pelo presidente da comissão de Saúde, Ney Leprevost (PP). Cláudio Xavier respondeu que só daria as informações se fosse aprovado um requerimento pelo plenário.

Diante da negativa do secretário, Leprevost decidiu apresentar o requerimento ontem. O deputado quer saber porque está faltando medicamentos para pacientes que dependem do estado, como os portadores de Doença de Parkinson, e o que levou o governador Roberto Requião a centralizar a compra de remédios especiais. Desde março, apenas o governador pode autorizar a aquisição de "qualquer espécie" de medicamento através de decreto. "Me causa estranheza o governador ter invocado para ele a liberação da compra de medicamentos no Paraná. Deve ter ocorrido alguma coisa na secretaria de Saúde", disse Ney Leprevost.

O líder do PMDB, Waldyr Pugliesi, afirma desconhecer qualquer irregularidade no governo que tenha motivado a decisão do governador de centralizar a liberação dos remédios. "Não sei se havia algo errado, mas está claro que puxou para ele para ter um controle mais firme", disse.

O governo, segundo Pugliesi, fornece remédios de alto custo a 40 mil pessoas e gasta mais de R$ 120 milhões por ano. Pelo investimento, o deputado considera natural que Requião queira mais rigor na compra.

Se o pedido de informações for barrado na sessão de segunda-feira, o presidente da comissão de saúde, Ney Leprevost, pretende solicitar os números ao Tribunal de Contas do Estado, como fez Marcelo Rangel (PPS) para ter acesso aos gastos de publicidade do governo Requião.

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