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Polêmica

Oposição quer votar Código Florestal na terça-feira

Com medo de derrota, governo deseja tirar tema da pauta para analisar medidas provisórias

ACM Neto, sobre novo adiamento da votação do Código: “Vamos ao extremo” | Renato Araújo/ABr
ACM Neto, sobre novo adiamento da votação do Código: “Vamos ao extremo” (Foto: Renato Araújo/ABr)

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A oposição vai insistir em votar na próxima terça-feira o projeto do novo Código Florestal. O líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), já encaminhou um pedido formal à Mesa da Câmara para a realização de uma sessão extraordinária para votar a proposta. O requerimento precisa ser votado pelo plenário da Casa. O governo só permitirá a volta do projeto à pauta quando houver segurança de vitória, segundo afirmou o líder governista, Cân­dido Vaccarezza (PT-SP). Na próxima semana, Vaccarezza quer votar medidas provisórias.

O governo conseguiu suspender a votação do Código Florestal na madrugada de quinta-feira para evitar a derrota iminente de parte do texto do relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). As dissidências espalhadas nos partidos da base e a oposição somavam votos suficientes para derrotar o governo.

"Vaccarezza descumpriu o acordo que fez conosco de votar o projeto na quarta-feira passada. Se ele mantiver a intenção de votar medida provisória, vou considerar rompimento total. Vamos ao extremo", disse ACM Neto. "Podemos até não conseguir votar o Código Florestal na próxima semana, mas não há chance de votar medida provisória. Vamos para a guerra total", completou. O adiamento da votação do Código, patrocinado pelo governo, pode levar a uma paralisia na Câmara.

O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), também vai insistir na votação. "Há um acordo em torno disso. O governo não pode simplesmente querer inverter a ordem das matérias porque sua base está desalinhada", disse o líder tucano. O presidente da Frente Parla­mentar da Agricultura, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), também vai trabalhar, a partir de segunda-feira, para a votação do projeto. "Vamos reorganizar a tropa, sem fechar as portas para o diálogo", disse.

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) minimizou o conflito na base aliada do governo e disse que a discussão em torno do Código Florestal é natural. "A sensação que tenho, com toda a franqueza da minha experiência, é de que a discussão vai continuar e não será votada na semana que vem. Mas eu penso que em mais uma semana votaremos esse código. Não haverá necessidade de nenhuma atitude mais drástica", disse.

Decreto

Aldo Rebelo afirmou ontem que "não tem sentido" o uso das áreas de preservação permanente (APPs) ser definido por decreto presidencial. Aldo defendeu que conste em seu relatório, que será votado pelo plenário da Câmara, uma lista com as atividades agrícolas que poderão ser exploradas nas APPs. Esse ponto provocou um racha na base aliada e acabou derrubando a votação da proposta na última quarta-feira.

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