O PMDB sela na próxima segunda-feira, com pompa e cara de adesão "oficial", seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva. O "noivado" ocorre amanhã, na Granja do Torto, só com os interlocutores mais antigos, Renan Calheiros e José Sarney à frente. Seria um jantar, mas compromissos regionais dos caciques dificultaram a agenda. Devem se encontrar à tarde, para definir os termos do manifesto de apoio à reeleição. Na segunda, no lançamento do Movimento Pró-Lula, será entregue o documento, que terá chancela, segundo cálculo dos governistas, de 16 a 21 diretórios. O texto falará logo de cara em "governo de coalizão", como forma de marcar o compromisso de maior participação peemedebista num eventual segundo mandato.
O eleito O PT indicou Luiz Marinho (Trabalho) para a estratégica vaga de coordenador da campanha de Lula em São Paulo. O ministro topa e se dispõe a se licenciar do cargo. Só falta o aval do presidente.
Caixa preta O Ministério da Defesa invocou "riscos à segurança do Estado" para negar informações a respeito da reforma e da manutenção do Aerolula, pedidas pelo deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP).
Milhas A propósito, Lula usará mesmo o avião presidencial em suas viagens eleitorais. O comitê ressarcirá à Presidência gastos com combustível e manutenção. O modelo, de novo, é o FH de 98.
Letra morta A presença de assessores do Planalto na reunião da campanha reeleitoral contraria circular distribuída há duas semanas pelo PT. "Atividades não devem ser realizadas em horário de trabalho", afirma o texto.
Crise É de rebelião o clima entre aliados de José Serra e Aécio Neves com a defesa da reeleição feita por Geraldo Alckmin na tevê, à qual rotulam de descumprimento de palavra. "Depois de subir um pouco nas pesquisas, ele já começa a colocar as asinhas de fora", diz um deles.
Agenda cheia Alckmin conta com uma caravana de dois dias a cidades-pólos de Minas como forma de herdar votos de Aécio. Ontem, aliados do governador diziam que a viagem subiu no telhado.
Cola Os grupos encarregados do plano de governo de Alckmin terão tarefas semanais: elaborar notas técnicas para o presidenciável sobre temas em pauta. É uma forma de refutar a crítica de que falta "conteúdo" à campanha.
Vazou Além de João Caldas (PL-AL) e Nilton Capixaba (PP-RR), integram a lista dos denunciados pela Procuradoria no caso dos sanguessugas os deputados Elaine Costa (PTB-RJ), Benedito Dias (PP-AP), Vanderlei Assis (PP-SP), Isaías Silvestre (PSB-MG), João Mendes (PSB-RJ) e Íris Simões (PTB-PR).
Tarde demais Juntamente com os 15 primeiros nomes dos investigados no esquema das ambulâncias, a presidente do Supremo, Ellen Gracie, mandou uma carta à CPI apelando contra o vazamento em nome das "boas relações" entre os poderes.
Saudosista Aloízio Mercadante não dará início à sua campanha ao governo na capital. Amanhã, vai a Santos, cidade onde nasceu, para visitar amigos antigos em busca de um tom mais emotivo para largada da disputa paulista.
Nova direção Hamílton Lacerda, vereador de São Caetano, substituirá Chico Macena, vereador da capital, na coordenação dos programas de tevê de Mercadante. Lacerda deixou de se candidatar a deputado estadual para se dedicar só à campanha.
Caravelas César Maia, agora, anuncia o lançamento do "blog de Pero Vaz de Caminha", com "novas cartas a Cabral". Trata-se de provocação a Sérgio Cabral, candidato do PMDB ao governo do Rio.
TIROTEIO
* Do deputado Luciano Zica (PT-SP), sobre José Serra, que no domingo agiu como se ainda fosse prefeito em evento de sua candidatura ao governo, e Geraldo Alckmin, que recebeu secretários estaduais em horário de expediente para discutir sua candidatura presidencial:
Um fingiu não ver vampiros na Saúde. Outro fingiu não ver o PCC em São Paulo. Agora, fingem não usar a máquina a seu favor.



