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Escândalos na Petrobras

Para Aécio, Dilma mostra "dose de desespero" e zomba do país

Para presidente do PSDB, governo do PT "institucionalizou a corrupção". Tucanos querem convocar José Dirceu e João Vaccari Neto para depor na CPI da Petrobras

O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, em entrevista nesta sexta-feira (20) | Divulgação / PSDB
O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, em entrevista nesta sexta-feira (20) (Foto: Divulgação / PSDB)

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), disse nesta sexta-feira (20) que a presidente Dilma Rousseff demonstra certo "desespero" e zomba do país e dos brasileiros ao falar apenas de denúncias de corrupção na Petrobras relativas à década de 1990, quando os tucanos comandavam o Brasil na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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Ele disse que Dilma — que falou sobre o assunto nesta manh㠗 deveria fazer um mea culpa pelos erros éticos cometidos pelo seu governo. Aécio disse que o governo do PT "institucionalizou a corrupção".

O tucano disse que Dilma deveria aceitar também como fato a parte do depoimento de Pedro Barusco que trata de repasses provenientes do esquema de corrupção ao PT.

Ao seu lado, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), anunciou que o partido vai pedir na CPI da Petrobras da Câmara a convocação do ex-ministro José Dirceu, do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e dos ex-diretos da Petrobras Pedro Barusco e de Renato Duque.

Aécio montou uma reação da máquina do PSDB às declarações da petista, convocando a tropa de choque para uma reunião no Senado, em plena sexta-feira. O tucano primeiro evitou em falar em desespero de Dilma, mas depois disse que há sim.

"Acho que tem sim uma dose de desespero da presidente, porque o governo perdeu, de certa forma, o controle do processo. As coisas vão surgir, não há como segurar isso. A presidente zomba da inteligência dos brasileiros. Esse assunto é de extrema gravidade e não é possível que a presidente o trate de forma tão simplista e tão incorreta", disse Aécio, depois de encerrar a entrevista coletiva.

Irônico, o tucano disse que as declarações de Dilma deveriam ser consequência de conselhos do marqueteiro João Santana. Na verdade, a presidente Dilma não citou diretamente Barusco, mas a corrupção na década de 90. Em depoimento, ele disse que recebeu dinheiro nessa época.

"Provavelmente essa declaração é fruto das últimas conversas que a presidente teve com seu marqueteiro", afirmou. "A presidente, mais uma vez, tenta levar os brasileiros à ilusão de que vivemos num país que não é real. Tudo isso aconteceu de forma institucionalizada. Quem diz isso são os depoimentos, os delatores, porque isso beneficiava um projeto de poder. Era hora sim, e falo isso de forma muito franca, de a presidente da República fazer sua mea culpa: olhar nos olhos do seu governo e dizer que seu governo errou e errou muito".

Para o senador tucano, o governo "errou na condução da economia, durante a campanha eleitoral ao pregar a mentira, o terrorismo como arma de campanha. E errou, principalmente, no seu comportamento ético."

Aécio disse que o PT criou uma estrutura de poder para se beneficiar. "Mas o que é grave, o que estamos assistindo no Brasil é algo que jamais havia acontecido na nossa história, que é a institucionalização da corrupção em benefício de um projeto de poder. E se seu Pedro Barusco tem credibilidade, segundo a presidente, para dizer o que fez em 1997 e 1998, é preciso que a presidente e o governo deem credibilidade ao que ele disse que fez ao longo dos últimos 12 anos", disse ele.

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