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Lula já teria aceitado um ministério, mas ficou de acertar detalhes com Dilma. | LULA MARQUES/ Agência PT/Fotos Públicas
Lula já teria aceitado um ministério, mas ficou de acertar detalhes com Dilma.| Foto: LULA MARQUES/ Agência PT/Fotos Públicas

A bancada de deputados federais do PT se reuniu na noite da segunda-feira (14) com ministros no Palácio do Planalto e reforçou a cobrança por mudanças na política econômica do governo. O aumento da pressão se dá na esteira da provável nomeação do ex-presidente Lula para um ministério de Dilma Rousseff. Lula tem sido um dos maiores críticos da condução econômica sob o comando do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa.Lula e a ala majoritária do PT querem o aumento dos investimentos públicos e uma afrouxada na política de ajuste fiscal para que o país retome o crescimento.

A mudança na política econômica inclusive seria uma das condições exigidas por Lula para aceitar um ministério – especula-se que seria a Casa Civil, a Secretaria de Governo ou um “superministério” a ser criado especialmente para Lula. O ex-presidente avalia que o governo só se salva se a situação econômica do país melhorar.

Deputados do PT afirmam que Lula já aceitou o convite de Dilma e que irá acertar os termos pessoalmente com a presidente, nesta terça (15). Segundo eles, o ex-presidente também confirmou presença no ato pró-governo na Avenida Paulista, em São Paulo, marcado para a próxima sexta-feira (18).

De acordo com relatos de deputados do PT durante a reunião da noite de segunda, a bancada foi unânime em apoiar a ida de Lula para tentar conter a onda pró-impeachment. Os deputados avaliaram ainda que é preciso que o governo mostre que mantém controle da situação. Participaram do encontro os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Governo) – os dois que podem perder seus postos se Lula assumir um ministério. Também esteve presente o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Manifestações

Petistas consideraram positiva para eles a constatação do Instituto Datafolha de que os manifestantes que estiveram na Avenida Paulista, no domingo (13), têm renda e escolaridade superior à da média da cidade. O resultado da pesquisa será usado pelo partido como argumento de que a resistência a Dilma parte da elite insatisfeita com os ganhos sociais dos últimos anos.

“A bancada é totalmente favorável, desde o início do primeiro mandato, a trazer o presidente Lula para o governo. As manifestações, com números inflados pela mídia, não foram motivo da reunião. Já viramos essa página. O [Geraldo] Alckmin e o Aécio [Neves] sendo alvo de chacota mostram que não somos o único alvo de descontentamento da população, como querem vender”, afirmou o líder da bancada do PT, Afonso Florence.

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