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Dívidas

Paraná fica sob risco de intervenção federal por causa de precatórios

STF determina que estado apresente plano para pagamento em 15 dias. Governo do Paraná afirma que cronograma já foi estabelecido

O Paraná e outros cinco estados têm 15 dias para apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano de pagamento de precatórios – dívidas recorrentes de sentenças judiciais –, sob pena de sofrer intervenção federal. A determinação é do ministro do STF, Gilmar Mendes, que analisou pedidos de intervenção protocolados na mais alta corte do país.

A solicitação de intervenção federal contra o Paraná diz respeito ao descumprimento de ordem de pagamento de um precatório vencido em dezembro de 2006. O valor da dívida é de R$ 29,8 mil. Mendes pede "plano detalhado com cronograma para cumprimento da referidas obrigações, em data razoável, considerando, para tanto, a ordem cronológica de precatórios".

O secretário de Estado do Planejamento, Nestor Bueno, informou, na tarde desta sexta-feira (26), que o Paraná já tem um plano estabelecido para o pagamento dos precatórios. As diretrizes da quitação da dívida estariam definidas pela PEC 62 (proposta de emenda à Constituição), segundo a qual 2% da receita corrente líquida do estado de 12 meses anteriores à execução seriam destinados ao pagamento dos precatórios.

A proposta teria sido definida e ajustada pelo secretário em reunião com representantes da Justiça Federal. Na próxima semana, Bueno deve assinar mais dois convênios com o Tribunal de Justiça para o pagamento de R$ 30 milhões em dívidas de sentenças judiciais. "O governo do estado nunca deixou de pagar precatórios. Desde 2003, pagamos uma média de R$ 130 milhões em precatórios por ano", disse.

Além do Paraná, Espírito Santo, Paraíba, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo estão sob risco de intervenção federal em função do não pagamento de precatórios.

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