
Um parecer da Procuradoria Geral Eleitoral, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pode -- a 10 dias da eleição -- causar uma reviravolta na disputa pela prefeitura em Londrina. Ontem, a procuradoria emitiu parecer mantendo impugnada a candidatura de Antônio Casemiro Belinati (PP). O parecer é assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier Pinheiro Filho. A decisão não é definitiva, mas pode ser um indicativo da decisão do ministro relator Marcelo Ribeiro que está analisando o recurso que Belinati apresentou ao tribunal.
O candidato do PP recorreu ao TSE depois que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) impugnou a candidatura de Belinati com base na reprovação da prestação de contas de um convênio feito entre a prefeitura e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), em 1999, no valor de R$ 150 mil (valores da época) para a readequação de estradas rurais. Nesse período, Belinati foi prefeito de Londrina. No parecer, Pinheiro Filho afirma que manifestação do Ministério Público, que pediu a impugnação do registro de Belinati, tem "argumentos e fundamentação jurídica que devem ser prestigiadas pelo TSE".
Expectativa
Se a decisão do ministro for no mesmo entendimento da procuradoria, Belinati, que aparece na última pesquisa Ibope/RPC/Gazeta do Povo liderando a intenção de votos com 30%, estaria fora da corrida eleitoral em Londrina. Ainda de acordo com o último Ibope, Belinati iria para o segundo turno com o pedetista Barbosa Neto que está com 20% dos votos. Com Belinati fora da jogada, o segundo turno seria disputado por Barbosa Neto e por Luiz Carlos Hauly (PSDB) que figura na terceira colocação, com 10% dos votos, na mais recente sondagem do Ibope. Os candidatos Luiz Eduardo Cheida (PMDB), com 8%, e André Vargas (PT) com 7% também teriam chances de disputar com o pedetista o segundo turno.
Pelo calendário eleitoral do TSE, ontem seria o último dia para publicação de decisões sobre registros de candidatos. No entanto, informou a assessoria do tribunal, as ações que ainda estão em trâmite seguem o seu rito normal. A assessoria disse ainda que, se o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, achar necessário, o prazo para julgamentos pode ser prorrogado. Até o fechamento desta edição, o TSE não tinha se pronunciado sobre uma possível extensão do prazo.
Maringá
Quem também espera julgamento do TSE para reverter a impugnação de candidatura, é Rogério Miranda de Melllo (PTdoB), que concorre à prefeitura de Maringá. Mello entrou com recurso no tribunal para assegurar o registro de sua candidatura. O caso de Mello está com o ministro Fernando Gonçalves. O candidato em Maringá teve o regisro cassado pelo TRE-PR, a pedido do Ministério Público Eleitoral, por ter sido condenado por crime de contrabando e descaminho. No recurso, Mello argumenta que a condenação não inclui a suspensão dos direitos políticos.







