O feriado de carnaval vai ser mais longo neste ano para muitos parlamentares de todo o país. Deputados federais e senadores só retomam suas atividades normais no Congresso Nacional na semana que vem. No Paraná, a Assembleia Legislativa ontem esteve fechada durante o dia inteiro. E a Câmara de Curitiba não realizou a sessão normal das quartas-feiras à tarde.
No Congresso Nacional, tradicionalmente há votações entre as terças e quintas-feiras. Ou seja, nesta semana os parlamentares poderiam comparecer em pelo menos dois dias. Mas, como as sessões deliberativas (com votações) foram marcadas somente para a próxima terça-feira, muitos aproveitaram para não voltar a Brasília nesta Quarta-Feira de Cinzas.
Ao longo desta semana, deputados e senadores que estiverem no Congresso farão apenas sessões de debates. Como não haverá votações, não será feito desconto nos salários dos parlamentares ausentes, o que ajuda a motivar as faltas dos parlamentares. Ontem, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), por exemplo, chegou a abrir a sessão. Mas apenas cinco senadores aproveitaram para fazer discursos. O Senado tem, no total, 81 senadores.
Sem votar
Desde que reiniciou suas atividades neste ano, o Senado ainda não conseguiu votar nenhum projeto importante. As votações só devem ser retomadas a partir da próxima terça-feira, quando haverá a escolha dos novos integrantes das comissões do Senado o que tem motivado muita disputa interna e a paralisia das atividades da Casa.
Já na Câmara dos Deputados, as únicas propostas relevantes aprovadas neste ano foram a obrigatoriedade de instalação de air bags em todos os veículos do país em até cinco anos e a lei que prevê punições para quem praticar trote em universidades. Apesar dos sinais de agravamento dos efeitos da crise mundial sobre o Brasil, deputados e senadores ainda não apreciaram nenhuma proposta para estimular a economia no país.
* * * * * * *
Interatividade
Você acha que os parlamentares que faltarem ao trabalho para emendar o feriadão deveriam ter seus salários descontados?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br ou comente abaixo.



