Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
partido

PDT anuncia saída da base do governo na Câmara

Em discurso no plenário, na noite desta quarta-feira (5), o líder da bancada na Câmara, André Figueiredo comunicou o rompimento

Congresso: partido anuncia saída da base governista. | Pedro França/Agência Senado
Congresso: partido anuncia saída da base governista. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Após o rompimento do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com o governo, agora foi a vez de o PDT anunciar a saída de seus deputados da base aliada.

Em discurso no plenário, na noite desta quarta-feira (5), o líder da bancada na Câmara, André Figueiredo comunicou o rompimento. O partido tem 19 deputados e, desde o início da votação do ajuste fiscal, tem sido acusado pelos governista de ser um dos responsáveis pelas derrotas no plenário.

Conforme o líder da bancada, deputado André Figueiredo (CE), os deputados não vão adotar uma positura oposicionista, mas sim “independente”.

A decisão vem sendo discutida há meses, mas a gota d’água foi o tratamento da liderança do governo à bancada pedetista nas discussões da votação da PEC 443, que reajusta salários da AGU (Advocacia Geral da União).

Após a derrota do governo no plenário, quando não conseguiu adiar a votação da PEC, o líder do governo, José Guimarães (PT-PE), chamou os integrantes da base que não votaram com o governo de “traidores”. “Ou é base ou oposição. Tem ministério, mas vota contra o governo no parlamento. Isso não pode existir”, afirmou.

“O clima tem sido tenso. Eu sempre ressalto a disposição ao diálogo, mas o tratamento dado está nos constrangendo”, relatou o líder do PDT. “Somos chamados de infiéis. É uma acusação que temos ouvido de forma infundada”, completou.

De acordo com Figueiredo, a decisão de deixar a base já foi comunicada ao presidente do partido, Carlos Lupi, e ao ministro do Trabalho, Manoel Dias.

O deputado relatou que a deliberação foi aprovada por Lupi, que foi ministro do Trabalho e acabou limado da Esplanada dos Ministérios na faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no primeiro ano de mandato, em 2011.

Ainda segundo Andre Figueiredo, Dias teria dito que agora o partido precisa definir os próximos passos. Para isso, a bancada da Câmara se reunirá com os senadores do partido nesta quinta (6).

Não há decisão sobre entrega do ministério.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.