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Julgamento

Penas de até 124 anos por mortes de Liana Friedenbach e Felipe Caffé

Depois de dois dias de julgamento, a Justiça condenou na madrugada desta quinta-feira três acusados de envolvimento no seqüestro e morte do casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé pelo crime ocorrido há quase três anos. A juíza Alena Cotrim Bizzarro leu por volta das 3h a sentença condenatória. Os sete jurados pediram a condenação dos réus por unanimidade.

Agnaldo Pires, acusado de estupro, foi condenado a 47 anos e três meses de prisão. Antônio Caetano da Silva pegou 124 anos por auxílio no seqüestro e no estupro. Antônio Matias de Barros foi condenado a sete anos e nove dias pela acusação de seqüestro, porte de arma e favorecimento pessoal. Pelo atual código penal Agnaldo Pires e Antônio Caetano devem cumprir no máximo 30 anos de reclusão.

Ainda falta ser julgado um quarto acusado, Paulo César da Silva Marques, conhecido como Pernambuco. Ele deve ser julgado no mês que vem. O quinto envolvido no caso é Roberto Cardoso, o Champinha. Na época do crime, ele tinha 16 anos. Por ser menor, ele foi para a Febem. Em novembro, ele poderá ser solto livre de qualquer responsabilidade como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas laudos médicos mostram que ele sofre de problemas mentais e não pode voltar a viver em sociedade, o que pode levar à transferência para um manicômio judiciário.

No dia 31 de outubro de 2003, uma sexta-feira, os namorados Liana Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Silva Caffé, de 19, saíram para acampar sem que seus pais soubessem. Ela disse à família que viajaria com alguns amigos. Os pais da garota desconfiaram quando Liana não voltou para casa no domingo, 2 de novembro.

Avisada do sumiço do casal, a polícia descobriu que os jovens foram vistos em Embu-Guaçu. Cerca de 200 policiais realizaram buscas pela região que duraram mais de uma semana. Os corpos dos dois foram localizados após a prisão de um menor, identificado como Champinha, que admitiu ter participado do crime. Felipe foi morto com um tiro na nuca e seu corpo estava num córrego. Antes de ser morta com 15 facadas, Liana ficou quatro dias em poder dos criminosos e sofreu abuso sexual.

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