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Notas políticas

Pesquisas na mira

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) | Brunno Covello/Gazeta do Povo
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)
Renan Calheiros (PMDB-AL) |

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Renan Calheiros (PMDB-AL)

Autor de um pedido de CPI sobre pesquisas eleitorais, o deputado federal paranaense Ricardo Barros (PP) afirmou que seu objetivo não é investigar os institutos, mas o reflexo das sondagens no resultado das eleições. Em linhas gerais, Barros pede que seja investigada, a partir de 2000, a "metodologia de elaboração e divulgação de pesquisas eleitorais e seu reflexo no resultado das eleições (...) para examinar as discrepâncias, contradições, distorções, erros e falhas verificados". Ele cita como exemplo pesquisa para o governo do Rio Grande do Sul em 2014, quando José Ivo Sartori (PMDB) passou quase toda a campanha em terceiro lugar nas sondagens, mas subiu na reta final e venceu o pleito. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ, foto), já se manifestou contra a instalação da comissão. A área técnica da Casa, porém, disse que o pedido atende aos requisitos necessários.

Número

R$ 364,6 mil foi a quantia paga pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, entre 2008 e 2012, para fazer anúncios em jornais inexistentes no ABC Paulista. O caso está sendo investigado pela Secretaria de Controle Interno da Presidência e pela Polícia Federal.

Continua atirando 1

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa voltou a usar sua conta no Twitter para criticar os encontros que advogados de empreiteiras sob investigação na Operação Lava Jato tiveram com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a quem a PF é subordinada. Segundo Barbosa, quando um advogado recorre a políticos para resolver problemas judiciais, seu objetivo é corromper a Justiça. "Se você é advogado num processo criminal e entende que a polícia cometeu excessos/deslizes, você recorre ao juiz. Nunca a políticos! Os que recorrem à política para resolver problemas na esfera judicial não buscam a Justiça. Buscam corrompê-la. É tão simples assim", escreveu.

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No Twitter, Barbosa também reagiu a quem criticou suas mensagens, dizendo que hoje é um cidadão livre das amarras do cargo público. Segundo o ex-ministro do STF, as "plumes-à-gage", expressão em francês para designar quem é pago para escrever para alguém, ficaram "furiosas" com seus comentários. "Experimentem ser livres! Sei que isso seria extremamente penoso e 'custoso' para vocês."

Trabalhar que é bom...

Enquanto a Câmara enfrenta uma maratona de votações sob o comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Senado volta do carnaval com a pauta trancada por uma MP e ainda sob os reflexos da briga interna gerada pela reeleição do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL, foto), e da escolha dos cargos da Mesa Diretora. Na prática, o Senado passará mais de 20 dias sem produção. Por enquanto, os senadores têm comparecido, mas os partidos estão em discussões sobre a formação das comissões temáticas. A próxima sessão de votações só deve ocorrer na próxima terça-feira (24).

Pinga-fogo

"Agora, a gente tem medo de tudo. As pessoas não falam mais ao telefone, chamam para tomar um café. Temos medo de receber e-mail, de represálias e de investigações".

Funcionária terceirizada da Petrobras, comentando o clima na estatal em meio às investigações da Lava Jato. Além de contratações praticamente congeladas, há muitos terceirizados sendo dispensados.

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