Com base em indícios reunidos pelo Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal em São Paulo abriu inquérito para investigar o presidente da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo. Paralelamente à apuração sobre eventuais crimes de falsidade ideológica e contra a fé, a PF retoma a investigação sobre a origem dos recursos usados por Macedo para a compra da Rede Record, como mostrou nesta quinta-feira reportagem da "Folha de S.Paulo". Há suspeita de que o bispo usou o dízimo cobrado de fiéis para construir seu patrimônio pessoal, o que inclui a TV, afiliadas, editora e outras empresas. O inquérito foi aberto no último dia 4.
Macedo e sua mulher são os únicos proprietários da Record São Paulo. Desde janeiro de 2004, tramita na 39ª Vara Cível de São Paulo uma ação movida pelo "obreiro" Waldemar Alves Farias Júnior contra Macedo e a cúpula da Universal. Nela, Junior alega que Macedo teria conseguido arrecadar com os fiéis US$ 3,2 milhões para "fechar suas contas com a Receita Federal", em 1997. O dinheiro, segundo a representação, teria sido utilizado pelo "bispo" para ajudar a quitar débitos com a compra da TV. A PF vai apurar se o dinheiro recolhido nas igrejas foi utilizado na compra da Record.



