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Lava Jato

PGR critica “imunidade” a governadores

Governadores citados na operação da Polícia Federal só serão processados se as Assembleias Legislativas autorizarem previamente a abertura de ações penais

Os governadores citados na Operação Lava Jato devem contar com “imunidade” no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em razão da necessidade de as Assembleias Legislativas autorizarem previamente a abertura de ações penais, segundo procuradores da República que cuidam especificamente desses casos.

Integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) apontam um “tratamento desigual” a esse grupo de investigados, uma vez que para os outros políticos citados, cuja instância será o Supremo Tribunal Federal (STF), não haverá “blindagem”.

Autorização

A instauração de processo penal contra um governador, que é acionado no STJ, e não no STF, depende de autorização prévia de dois terços da Assembleia Legislativa. No último dia 12, o STF voltou a apreciar ações diretas de inconstitucionalidade contra a medida, prevista em leis estaduais. Os ministros não enxergaram ilegalidade.

A PGR fez uma sustentação em que se posicionou contra a necessidade da aprovação prévia. Via de regra, as Assembleias Legislativas são dominadas por uma maioria governista e rejeitam as investigações. Até hoje, a Assembleia de Rondônia foi a única que autorizou ação penal contra um governador, o hoje senador Ivo Cassol (PP-RO).

Citados

As petições relacionadas à Lava Jato que tramitam no STJ tratam de citações ao governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ao governador do Acre, Tião Viana (PT), e ao ex-deputado e ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia.

Os pedidos de inquérito ou de arquivamento serão feitos pela PGR a partir dessas petições. Os casos da Lava Jato no STJ se restringem a esses três, segundo investigadores que atuam na análise das delações premiadas.

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