
A posse dos prefeitos eleitos dos 5.563 municípios brasileiros, amanhã, vai mudar o cenário político nacional e definir mais claramente o quadro eleitoral de 2010. O PMDB, o grande campeão das eleições de outubro, começa o ano mais fortalecido, a ponto de ser considerado o fiel da balança na corrida presidencial. A legenda vai comandar nada menos do que 1.207 prefeituras a partir do dia 1º (21,7% dos municípios brasileiros). Serão 147 cidades a mais do que os peemedebistas têm atualmente. Tais números tornam o palanque que o PMDB pode oferecer um atrativo para qualquer partido que queira fazer o novo presidente da República.
Há seis capitais entre as cidades que serão dirigidas por peemedebistas: Rio de Janeiro, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador, Goiânia e Campo Grande. O PMDB também teve bons resultados na eleição para vereador. Dos 51.915 mil vereadores que tomam posse amanhã, 8.482 são do partido (16,3% do total).
Esse resultado, somado ao tamanho da bancada federal do partido, torna a legenda ainda mais importante para a disputa de 2010. Tanto que já cogita exigir a indicação do vice em uma chapa do PT na disputa pela Presidência, ao mesmo tempo é assediado pelo PSDB.
Ainda há a possibilidade, mesmo que remota, do partido lançar candidato próprio para concorrer à Presidência. No entanto, seja qual for o rumo que o partido tomar, analistas políticos consideram certo que o PMDB continuará a ser essencial para a manutenção da governabilidade. E, por isso, sempre será bem-vindo em qualquer aliança.
Por enquanto, o partido usa o sucesso nas urnas em 2008 para tentar conquistar ainda mais poder dentro do governo federal. Além dos cinco ministérios que a legenda já tem, o PMDB quer conquistar mais um: o da Justiça, que hoje é comandado pelo petista Tarso Genro. Os números das urnas também fizeram a legenda mudar seu posicionamento na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados e do Senado. O PMDB dá sinais de que acordo firmado com o PT para revezar a presidência de cada Casa entre os dois partidos pode ser quebrado já em 2009.
Os bons números da legenda em todo o país não se repetiram no Paraná. No estado, o PMDB conquistou menos votos que em 2004, embora tenha continuado com o maior número de prefeituras: 138 (34,5% dos 399 municípios paranaenses). Além disso, não conquistou nenhuma cidade grande.





