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Disputa no Planalto

PMDB já admite “perder” a Funasa, com caixa de R$ 4,7 bilhões

Temer: “Necessariamente não será alguém do PMDB [a comandar a Funasa]” | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Temer: “Necessariamente não será alguém do PMDB [a comandar a Funasa]” (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)

Porto Alegre - O vice-presidente da República, Michel Temer, admitiu ontem que seu partido, o PMDB, pode não ficar com o comando da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) durante o governo Dilma Rousseff (PT). A Funasa, durante boa parte da gestão Lula, foi uma espécie de "feudo" dos peemedebistas.

Reportagem publicada na segunda-feira pelo jornal Folha de S.Paulo revelou que auditorias concluídas nos últimos quatro anos pela Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram que a Funasa foi alvo de desvios que podem ultrapassar R$ 500 milhões. A fundação é controlada desde 2005 pelo PMDB, partido de Temer. Tem atuação nas áreas de saneamento básico e saúde indígena e controla um orçamento anual de R$ 4,7 bilhões.

No começo da semana, Temer havia dito que a reportagem não ameaçava a permanência do PMDB à frente da Funasa. Ontem, ele recuou. "A liderança do PMDB [na Câmara dos Deputados], o nosso Henrique Alves [RN], esteve conversando com o ministro [da Saúde, Alexandre] Padilha e ajustaram que o nome seria definido mais adiante e em conversa comum. Não é necessariamente do PMDB", disse o vice-presidente, em Porto Alegre.

Depois, o vice-presidente foi indagado por repórteres e reiterou que o PMDB pode perder o órgão que comandou durante grande parte do governo Lula. "Necessa­­­riamente não será alguém do PMDB. Pode até ser do PMDB, se o ministro Padilha também estiver de acordo. Mas será fruto da concordância entre o líder do PMDB na Câmara e o ministro", disse.

Temer evitou responder se os petistas estão hoje monopolizando cargos na Saúde e disse que é normal "o quase confronto" por cargos. Ele, contudo, ecoou uma reclamação comum entre os peemedebistas no novo governo, segundo a qual os ministérios entregues ao PMDB tem menor "densidade política" em relação às pastas comandadas pelo partido no governo anterior.

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