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Câmara dos Deputados

PMDB tenta impedir a candidatura de Ciro Nogueira

Ciro Nogueira quer repetir o sucesso da eleição de Severino Cavalcanti, em 2005 | Otavio Praxedes
Ciro Nogueira quer repetir o sucesso da eleição de Severino Cavalcanti, em 2005 (Foto: Otavio Praxedes)

Brasília - Com quatro nomes no páreo, todos de partidos governistas, os deputados não se arriscam a dizer se há um favorito para presidir a Câmara Federal a partir de fevereiro de 2009. O presidente do PMDB, Michel Temer (SP), tenta voltar ao cargo que já ocupou, e, até a semana passada, era o candidato com mais chances. Mas a decisão da bancada do PMDB no Senado de ter candidato próprio, tirando o apoio ao petista Tião Viana (AC), faz crescerem as apostas no candidato do baixo clero, Ciro Nogueira (PP-PI). Ele tenta repetir Severino Cavalcanti, o azarão que venceu em 2005.

Ciente do perigo que Ciro pode representar, o PMDB tenta fechar com ele um acordo que lhe garanta um cargo na Mesa, tirando-o da disputa. O também peemedebista Osmar Serraglio (PR), primeiro-secretário da Mesa, e Milton Monti (PR-SP), colocam-se como candidatos. A candidatura de Monti é vista como tentativa de dificultar a eleição de Temer no primeiro turno, o que daria mais chances a Ciro no segundo turno.

Integrantes do Bloquinho (PSB, PDT, PCdoB, PMN e PRB) avaliam que a candidatura Monti é fraca e discutem lançar candidato próprio, de um dos partidos do bloco, de 76 deputados. Nesta semana, o PCdoB apresentará a tese aos demais partidos. Vai propor três nomes: Aldo Rebelo, Ciro Gomes (PSB-CE) e Miro Teixeira (PDT-RJ).

Ainda em meio às articulações, os concorrentes não têm programa escrito. Uma das questões que se discute no Congresso, porém, e que ainda não foi explanada pelos candidatos, é sobre as propostas para revitalizar o Conselho de Ética da Casa. Depois de escândalos do mensalão e dos sanguessugas na legislatura passada, com vários deputados sendo processados pelo Conselho, as vagas de conselheiro começaram a ser vistas com mais atenção pelos partidos. Naquela época, o órgão atuou de forma decisiva e condenou vários deputados – depois inocentados pelo plenário da Casa.

Nesta legislatura, porém, o conselho foi ocupado, em sua maioria, por deputados inexperientes e analisou poucos casos.

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