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Investigação

Polícia encontra parte do dinheiro de roubo ao BC

Belo Horizonte (AE) – A Polícia Federal conseguiu recuperar R$ 3 milhões dos R$ 164,7 milhões roubados do Banco Central de Fortaleza no último fim de semana.

As notas estavam escondidas em 2 dos 11 carros transportados no caminhão-cegonha apreendido na quarta-feira na Rodovia BR-040, na altura de Sete Lagoas (MG). A primeira parte do dinheiro, R$ 1 milhão, foi encontrada logo depois de o motorista da cegonheira ter parado num posto policial. As notas estavam no fundo do caminhão e numa Mitsubishi. A PF achou o resto do dinheiro ontem, numa Montana. Quatro pessoas estão presas.

A polícia trabalha com a hipótese de que um consórcio de quadrilhas está por trás do roubo milionário.

Segundo um delegado que participou da apreensão, a PF sabia que parte dos R$ 164,7 milhões roubados estava nos dois carros, que fazem parte de um lote de dez comprados pela quadrilha em Fortaleza. O caminhão vinha sendo monitorado desde a saída do Ceará.

A Mitsubishi L-200 e a Montana foram as primeiras a passar por vistoria, por causa das informações obtidas pela polícia, mas os outros nove veículos também serão vasculhados. Um Citroën C3 – pertencente ao dono de uma revendedora de veículos de Fortaleza suspeito de ligação com a quadrilha – será um dos primeiros analisados.

Os peritos ainda vão voltar a analisar a Mitsubishi, pois desconfiam que mais dinheiro possa estar escondido no carro além dos R$ 1.010.100.

A Montana só começou a ser periciada na tarde de ontem, na Superintendência da PF em Belo Horizonte, depois que o dinheiro apreendido na Mitsubishi foi conferido no BC de Minas e depositado na Caixa Econômica Federal.

A PF deslocou o delegado Antônio Celso, de Brasília, para coordenar a operação em Minas. Em entrevista por telefone, ele não afastou a hipótese de que os automóveis recheados com pequena parte do dinheiro sejam uma tentativa de confundir a polícia. Segundo peritos, as notas foram bem escondidas, apesar de a PF não ter tido dificuldades para achá-las. "Sabiam o que estava fazendo."

Outro delegado disse não acreditar que o dinheiro seja uma isca. "Quem despista usa no máximo R$ 100 mil." Ele acha que os R$ 3 milhões são a parte que coube a algum integrante do bando.

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