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Maringá

Prefeito assume uso pessoal de carro oficial

O prefeito de Maringá, Sílvio Barros (PP), assumiu publicamente ontem que um veículo oficial do município é utilizado para buscar seus filhos na escola. "Se isso é ilegal, eu não sabia. Mas não tem problema. De vez em quando vai acontecer de eu ter que buscar meu filho na escola", declarou ao vivo durante o programa Pinga-Fogo na TV, da emissora Maringá/Band, que é exibido diariamente no horário do almoço.

Em outra parte do depoimento, o prefeito maringaense disse que eventualmente o carro da prefeitura foi ao colégio. Na mesma entrevista, disse que vai levantar quantas vezes o carro foi buscar o filho, quanto gastou de combustível e faria o cheque para ressarcir os cofres públicos.

As declarações de Barros antecipam uma denúncia que estaria para ser divulgada na cidade. O carro em questão é um Santana preto que o prefeito usa para se dirigir aos eventos oficiais.

Um grupo de vereadores já manifestou intenção de tomar providências sobre o fato no início da próxima semana e passaria o fim de semana analisando uma cópia da entrevista que foi conseguida na tarde de ontem. A reportagem entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Prefeitura para saber o posicionamento oficial, mas não obteve resposta. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se pronunciou através de seu secretário-geral, Sílvio Januário, que apontou por e-mail que vê com temor as declarações do prefeito ao admitir publicamente o uso do veículo oficial para levar e buscar o filho na escola, afirmando não saber se tal ato é legal ou ilegal. "Em função do seu nível de instrução e discernimento e do cargo máximo que ocupa à frente do município, o prefeito jamais poderia alegar desconhecer a lei", avalia Januário.

O caso caracteriza ato de improbidade administrativa, de acordo com a Lei Federal 8.429/92 que diz: "é ato de improbidade administrativa...a utilização, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades...".

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