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FPM

Prefeitos vão a Brasília contra queda de arrecadação

Os prefeitos querem um bônus compensatório para as perdas - como fez o governo Lula em 2008 -, além da sanção presidencial do projeto, já aprovado pela Câmara Federal, que redistribui, de forma mais igualitária, os royalties do petróleo

Cerca de três mil dos 5.565 prefeitos do País devem se encontrar nesta terça-feira (13), em Brasília, em uma mobilização para sensibilizar a presidente Dilma Rousseff para a crise financeira dos municípios diante da queda de arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), motivada pela isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automobilística e de linha branca.

Os prefeitos querem um bônus compensatório para as perdas - como fez o governo Lula em 2008 -, além da sanção presidencial do projeto, já aprovado pela Câmara Federal, que redistribui, de forma mais igualitária, os royalties obtidos com a exploração do petróleo.

Atingidos pela pior seca registrada nos últimos 50 anos, os municípios localizados no semiárido também vão pregar a adoção de medidas emergenciais para o enfrentamento da estiagem.

Como forma de dar destaque à "situação de falência" em que se encontram os municípios, o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Jandelson Gouveia, lidera uma "greve" de prefeituras, iniciada nesta segunda (12), no Estado, por toda esta semana. Cerca de 100 municípios - do total de 184 - aderiram ao movimento. As portas das prefeituras foram fechadas, com a manutenção apenas de serviços essenciais a exemplo do atendimento à saúde e coleta de lixo. A reposição dos dias parados será feita a partir da próxima segunda-feira (19), com uma hora a mais no expediente.

"A queda do FPM em Pernambuco é de 22% devido à redução de cobrança do IPI", destacou o presidente da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam), Eudson Catão. Cinquenta por cento do IPI ficam com a União e 50% são repassados aos municípios. Com a redução dos recursos, muitas prefeituras têm dificuldade para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que determina que o pagamento do funcionalismo não exceda os 54% da receita municipal.

"Está muito difícil manter esta equação", destacou Gouveia, ao lembrar que muitos estão atrasando pagamento de salários.

O movimento dá suporte à bandeira levantada pelo governador Eduardo Campos (PSB) logo após o primeiro turno das eleições, em prol de um novo pacto federativo - que dê mais autonomia a Estados e municípios.

O encontro dos prefeitos será no auditório Petrônio Portela, no Senado. A expectativa é de uma audiência com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

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