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Cidades

Prefeituras fecham em sinal de protesto

Umuarama – Vinte e oito das 32 prefeituras da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios), na Região Noroeste, estão fechadas desde ontem para protestar contra a queda de 37,93% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em setembro. O prefeito de Nova Olímpia e presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Luiz Sorvos, informou ontem que vai reunir, nos próximos dias, os 18 presidentes das associações regionais de municípios para discutir a possibilidade de ampliar o protesto para todo o Paraná. A proposta dele é fechar todas as 399 prefeituras por um período determinado.

No protesto que começou ontem e vai até amanhã, na Amerios, apenas as prefeituras de Cianorte, Tapejara, Cafezal do Sul e Tapira estão funcionando. As demais suspenderam o atendimento ao público. O prefeito de Altônia, Amarildo Novato, disse que pagou os salários dos servidores referentes a setembro, mas foi obrigado a adiar o pagamento dos fornecedores. O município recebia média de R$ 580 mil por mês, porém em setembro recebeu R$ 430 mil sem os descontos. "Esperamos recuperar os R$ 150 mil nas remessas futuras", comentou Novato.

Em Altônia, o FPM representa 50% da arrecadação mensal, que é de quase R$ 1,2 milhão, mas em 70% dos municípios do Paraná, o fundo corresponde a 70% da receita, segundo a AMP. O prefeito de Cruzeiro do Oeste, José Carlos Becker de Oliveira e Silva, o Zeca Dirceu, disse que "os prefeitos devem estar unidos em defesa dos interesses dos municípios para evitar prejuízos".

Segundo a AMP, os repasses do FPM caíram por causa do aumento na restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física não previsto pela Receita Federal. O presidente da AMP adiantou que os repasses poderão cair ainda mais, segundo previsão da própria Secretaria do Tesouro Nacional.

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