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Eleição 2010

PSDB lança Serra e tenta atrair partidos da base aliada

Pré-candidatura do tucano será anunciada hoje em grande evento em Brasília. Partido negocia aliança com PP, PTB e PSC. Legendas fazem parte do grupo de apoio a Lula

Serra e Lula: falta cabelo, barba e a estrela do PT. | Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Serra e Lula: falta cabelo, barba e a estrela do PT. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Após meses de indefinição, o PSDB lança oficialmente hoje, em Brasília, a pré-candidatura de José Serra à Presidência da República de olho no apoio de partidos que compõem a base de sustentação do governo Lula. Por enquanto, as negociações estão em estágio avançado com pelo menos três legendas: PP, PTB e PSC. O maior objetivo tucano ao conquistar o apoio dessas legendas é neutralizar a aliança PT-PMDB, que forma a maior bancada na Câmara dos De­­putados e, por isso, tem direito a maior tempo de tevê no horário eleitoral.

Até agora, a cúpula do PSDB conta oficialmente com o apoio do DEM e do PPS – os presidentes dos dois partidos, inclusive, discursarão no evento de hoje. Outro forte candidato a somar-se a esse grupo é o PP, tanto que o presidente nacional da legenda, senador Francisco Dornelles (RJ), é um dos nomes cotados para vice na chapa de Serra. No entanto, segundo o deputado federal licenciado Ricardo Barros, 1.º vice-presidente da executiva nacional e presidente do partido no Paraná, o PP tem a tradição de não se coligar na eleição para Presidência da República, com o intuito de "deixar os estados mais à vontade" para fechar alianças regionais.

"Temos convites tanto do PSDB quanto do PT. De fato, as negociações estão em andamento, mas não temos pressa nenhuma para tomar uma decisão", revelou. Quanto à disputa no Paraná, Barros, que é pré-candidato ao Senado, afirmou que a legenda aguardará a definição das candidaturas para expor suas exigências aos cabeças de chapa. "Sou pré-candidato a senador e terei habilidade para consolidar minha candidatura", garantiu.

No PTB a indefinição no quadro nacional também permanece. Segundo o presidente da legenda no Paraná, deputado federal Alex Canziani, as lideranças do partido se reunirão na próxima quarta-feira para discutir alianças. "O Roberto Jefferson (ex-deputado federal e presidente nacional do PTB) tem uma proximidade com o PSDB e tem conversado com o Serra. Mas a preferência da bancada e minha também é ficar com a Dilma (Rous­­­seff, pré-candidata do PT a presidente)", declarou.

Em relação ao plano estadual, Canziani afirmou que o partido foi procurado por todos os candidatos ao Palácio Iguaçu, mas que ainda não se decidiu sobre o assunto. "Queremos eleger dois deputados federais e três estaduais. Então, iremos priorizar a melhor aliança para atingirmos esse resultado."

Dos partidos aliados ao governo Lula, o PSC é o que está mais próximo de se definir pelo apoio ao tucano José Serra. "As conversas estão adiantas e a tendência é fechar com o Serra. Somos parte do projeto Lula, mas isso não quer dizer que somos da base do PT ou da Dilma", argumentou o deputado federal Ratinho Junior, presidente estadual da legenda.

Apesar disso, o parlamentar afirmou que, no Paraná, o PSC deve apoiar a candidatura do senador pedetista Osmar Dias (PDT). "A decisão nacional não intervem na nossa decisão aqui. Não precisamos obrigatoriamente ir com o PSDB no estado", revelou.

Confiantes

No ninho tucano paranaense, é grande a confiança em atrair o maior número possível de partidos para a chapa encabeçada por Beto Richa e, consequentemente, formar um palanque forte para José Serra no Paraná. "O PSB local já está liberado pela executiva nacional a nos apoiar. Também temos forte expectativa pelo apoio do PPS e do DEM", afirmou o deputado estadual Valdir Rossoni, presidente regional do PSDB. De acordo com ele, há conversas já iniciadas com o PP e o PTB e a possibilidade de iniciar negociações com o PSC. "Além disso, sempre nutrimos a vontade o desejo de termos o PDT nessa aliança e vamos nos empenhar para que isso aconteça", garantiu.

Osmar Dias, por outro lado, não se mostra disposto a desistir de disputar a cadeira de governador, mesmo com o estremecimento da relação com o PT ao longo desta semana. Segundo o senador, que garantiu que desistir da pré-candidatura não faz parte dos seus planos, ele continuará "na estrada, com PT ou sem PT".

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