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Punição nas urnas não é regra no Paraná

Nelson Justus foi denunciado por improbidade administrativa | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Nelson Justus foi denunciado por improbidade administrativa (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

Embora o estudo do Instituto Paraná Pesquisas aponte a aversão da maioria dos curitibanos à corrupção, não é regra que os citados em escândalos tenham dificuldades nas urnas. No ano passado, no auge das denúncias sobre os diários secretos na Assembleia Legislativa do Para­­­ná, o presidente da Casa, Nelson Justus (DEM), e o primeiro-secretário, Alexandre Curi (PMDB), foram denunciados pelo Minis­­tério Público por improbidade administrativa. Justus reduziu a votação em relação a 2006, mas acabou reeleito, e Curi foi o recordista de votos no estado.

Os casos se repetem pelo Brasil afora. Relacionado na lista de procurados internacionais da Interpol, Paulo Maluf (PP-SP) foi o quarto deputado federal mais votado do país no ano passado. No Pará, Jader Barbalho (PMDB) concorreu sub judice devido à lei da Ficha Limpa e foi o candidato ao Senado mais votado no estado.

Do lado oposto, o escândalo dos sanguessugas é considerado um marco da punição nas urnas. Em 2006, 67 deputados federais responderam a processos de cassação por envolvimento em um esquema de desvio de recursos que deveria ser destinado à compra de ambulâncias. Dentre eles, 48 tentaram se reeleger no mesmo ano, mas apenas cinco conseguiram.

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