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Saúde

Rabino Henry Sobel pode sair do hospital neste final de semana

O rabino Henry Sobel, de 63 anos, pode deixar o Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, ainda neste final de semana. Segundo assessoria de imprensa do hospital israelita, o quadro de saúde de Sobel melhorou. O rabino foi hospitalizado na madrugada de sexta-feira. Segundo nota divulgada à imprensa pelo hospital, o rabino vinha fazendo uso 'imoderado' de medicamentos hipnóticos e diazepnícos por conta de 'insônia severa' nos últimos dias. Esses medicamentos são 'causadores potenciais de quadro confusão mental e amnésia'. O rabino foi detido nos Estados Unidos e acusado de roubar gravatas em lojas de grifes.

Neste sábado, Sobel recebeu a visita de um médico, que o autorizou a dar entrevistas, se ele desejar. Como o rabino disse aos médicos na noite de sexta-feira que não queria falar com ninguém e que ficaria incomunicável, as visitas foram proibidas. No início da tarde de sexta-feira, o hospital divulgou o primeiro boletim médico informando que Sobel foi internado por apresentar 'descontrole emocional' e 'transtornos de humor'. A nota é assinada pelos médicos José Henrique Gernann Flávio Huck.

Os remédios hipnóticos são vendidos com tarja preta e usados para conter estados de ansiedade, agitação, estresse, insônia, irritabilidade e quadros de síndrome do pânico e depressão. Os diazepínicos são derivados do diazepan, mais conhecido no mercado como Valium, provocam relaxamento muscular e psíquico. Eles são ansiolíticos, tranquilizantes e, também, hipnóticos.

A Congregação Israelita Paulista informou que não terá um presidente interino enquanto Sobel estiver afastado. O afastamento de Sobel da Congregação, no entanto, deverá ser avaliado em Israel. A comunidade judaica quer levar para o Conselho Rabínico Mundial o caso do rabino.

O fato de Sobel ter passado o shabat (descanso em hebraico) na cadeia provocou a ira de judeus conservadores, que consideram o desrespeito a ele uma falta gravíssima. (leia mais sobre a reação da comunidade judaica) Pessoas próximas ao rabino dizem que ele vem apresentando quadro de 'senilidade e cleptomania', que é impulso mórbido para o furto.

Sobel foi preso na sexta-feira da semana passada em Palm Beach, no estado americano da Flórida, acusado de furtar gravatas numa loja da grife francesa Louis Vuitton. Ele foi levado à prisão do condado de Palm Beach, pagou uma fiança de US$ 3 mil e foi liberado no sábado. Em entrevista ao site G1, nesta quinta-feira, ele negou as acusações. No início da noite, a Congregação Israelita informou que o rabino pediu afastamento da presidência da entidade. O pedido foi aceito. Num segundo comunicado, este assinado por Sobel, ele diz que não admite que tentem desqualificar os valores morais que sempre defendeu.

O site do Xerife do Condado Palm Beach registra a foto do rabino durante a prisão e as acusações de furto contra ele sob os números 2007016314, 2007016315 e 2007016316.

O rabino é a voz mais ativa da comunidade judaica em São Paulo e no país. Sobel nasceu em Portugal, mas é cidadão americano, onde se formou rabino. Participou do livro "Brasil: Nunca Mais", ajudando a reunir documentação sobre torturas durante a ditadura militar. Sempre fez questão de estabelecer um contato próximo com as religiões cristãs.

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