
O cenário eleitoral em Curitiba continua inalterado, a menos de um mês das eleições municipais. Mas o que mais chama atenção é o aumento do índice de rejeição dos candidatos de oposição à reeleição do prefeito Beto Richa. A pesquisa do Datafolha/RPC/ Gazeta do Povo, divulgada ontem, mostra que a rejeição de Gleisi Hoffmann (PT), Carlos Moreira Júnior (PMDB), Maurício Furtado (PV) e Ricardo Gomyde (PCdoB) aumentou quatro pontos porcentuais em relação ao levantamento anterior, divulgado em 24 de agosto. Gleisi, por exemplo, atingiu um índice de rejeição de 24% dos eleitores. Enquanto isso, Beto Richa permanece com o mesmo índice de rejeição do levantamento anterior, 7%.
Segundo o diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, o fato de não aumentar a rejeição do prefeito, apesar do aumento das críticas dos adversários na propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão, deve levar a uma nova fase da campanha eleitoral: "A partir de agora, depois do feriado, acredito que os adversários do prefeito devem deixar a crítica e partir para a denúncia, a fim de tentar aumentar a rejeição do prefeito", afirmou Hidalgo. "O resultado mostra que as críticas não têm atingido o prefeito."
Muito embora a pesquisa use de métodos científicos, os candidatos Fabio Camargo e Carlos Moreira acreditam que ela não demonstra a realidade. Para o peemedebista, a margem de erro é muito grande e o número de entrevistados, pequeno. "Diariamente durante a campanha percebo a receptividade das pessoas quanto as minhas propostas e insatisfação com relação a atual administração. Tenho certeza de que o meu porcentual de aprovação é muito maior do que o apresentado", disse Moreira, por meio de sua assessoria.
Já Camargo afirmou, também por meio de sua assessoria de imprensa, que não considera o levantamento uma pesquisa, e sim uma enquete, por conta do número baixo da amostragem. O candidato do PTB afirma que já visitou cerca de 180 mil residências. Para Camargo, o índice real dele deve ser de 5%.
Já Gomyde entende que quem vota em Beto Richa acaba rejeitando todos os demais. "Ser o segundo com menos rejeição é um dado a comemorar."
O tucano Beto Richa avaliou que o resultado da pesquisa é reflexo do trabalho "transparente" feito pela prefeitura, e que os curitibanos acompanham as transformações da gestão no dia-a-dia. "Recebemos com muita humildade, é um estímulo para nós e toda a equipe trabalhar ainda mais. Foi uma injeção de ânimo", disse o prefeito. Cauteloso, Richa afirmou não estar de salto alto. "Estamos trabalhando para ganhar a eleição."
Gleisi Hoffmann foi procurada pela reportagem, mas até o fechamento da edição não retornou a ligação.







