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Denúncia

Reportagem de Veja diz que Buratti oferecia encontros no ministério

Uma reportagem da revista "Veja" desta semana diz que o advogado Rogério Buratti oferecia a empresários encontros com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Buratti é o ex-assessor que acusa o ministro de participar de um esquema de corrupção para favorecer o PT quando era prefeito de Ribeirão Preto. A reportagem não diz se os encontros no ministério realmente aconteceram.

Buratti, que foi preso na quarta-feira, acusado de destruir provas, negociou com o Ministério Público a redução da pena em troca de informações e foi liberado na sexta-feira. A revista diz ter tido acesso a documentos, e-mails e grampos telefônicos, colhidos em quase dois anos de investigação.

Ainda de acordo com a "Veja", numa das gravações, com autorização da Justiça, um empresário de Ribeirão Preto, ainda não identificado pelos promotores, pede a interferência de Buratti para conseguir uma certidão negativa na Receita Federal, necessária para participar de uma licitação em Ribeirão Preto. Buratti responde ao empresário: "Sei, qual é a urgência? É que eu não tenho como falar com ele hoje". Ao delegado e aos promotores que o ouviram na semana passada, Buratti disse que as expressões "ele", "mestre" e "chefe", ouvidas nas conversas grampeadas, referem-se ao ministro Palocci.

Em um desses diálogos gravados, em 26 de julho do ano passado, Buratti demonstra conhecer a agenda do ministro. Numa conversa com um funcionário da Leão&Leão, a empresa acusada de chefiar a máfia do lixo que fraudou licitações em várias cidades de São Paulo. Segundo a "Veja", Buratti disse ao funcionário da Leão&Leão: "Sobre o negócio de Brasília, eu conversei com ele. E ele vai estar em Ribeirão amanhã". Também de acordo com a "Veja", o ministro Palocci esteve em Ribeirão Preto no dia seguinte.

A reportagem cita um e-mail que seria de Juscelino Dourado, atual chefe-de-gabinete de Palocci, pede, em nome do "chefe", ajuda de Buratti para comprar um aparelho de espionagem telefônica. Segundo a "Veja", os promotores do caso já decidiram enviar as provas ao Supremo Tribunal Federal, instância responsável pela investigação de ministros.

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