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Segurança

São Paulo tem quinta rebelião em menos de 24 horas

O estado de São Paulo registrou nas últimas 24 horas cinco rebeliões em unidades prisionais do estado, três delas ainda ativas: nos centros de detenção provisória de Mogi das Cruzes, de Mauá (os dois na Grande São Paulo) e de Caiuá, na região de Presidente Prudente. Em Mogi, onze pessoas são reféns; em Mauá, seis; e em Caiuá, ainda não há informações oficiais, mas estima-se que haja um refém.

Duas outras já terminaram: no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, e na penitenciária de Iperó, a 120 quilômetros da capital paulista. Em Franco da Rocha, o tumulto durou 17 horas e foi encerrado no início da tarde desta terça-feira. Os 1.200 presos fizeram 15 reféns entre agentes penitenciários.

A secretaria de Administração Penitenciária acredita que as rebeliões de Franco da Rocha e as três que estão em andamento foram orquestradas pelos presos em protesto contra a entrada da Tropa de Choque em Iperó, na noite desta segunda-feira. Em Mauá, Mogi das Cruzes e Caiuá, os presos ainda não apresentaram reivindicações.

Segundo o diretor do CDP de Franco da Rocha, Arnaldo Pereira de Souza, os presos teriam tomado a prisão em solidariedade aos presos de Iperó, que não teriam recebido socorro apesar de estarem feridos. Sete detentos ficaram feridos em Iperó, cuja rebelião durou sete horas na segunda-feira. Os presos fizeram 24 reféns em Iperó e promoveram um grande quebra-quebra. O motim só terminou com a invasão da Tropa de Choque da Polícia Militar. Os presos queimaram colchões e destruíram o telhado da unidade. Boa parte da estrutura foi destruída. Os policiais invadiram a penitenciária de helicóptero, jogaram bombas de efeito moral e balas de borracha.

A direção de Franco da Rocha não sabe se os presos ficaram sabendo da rebelião de Iperó, que fica a 120 km da capital, pelo rádio, pela televisão ou por celulares.

A secretaria de Administração Penitenciária ainda não sabe o número exato de reféns no Centro de Detenção Provisória de Mogi das Cruzes. Os detentos quebraram celas e cadeados e circulam pelo local. O local tem capacidade para 768 presos, mas abriga 1.167. Em Caiuá, a rebelião começou há pouco tempo e ainda não há informações precisas.

Tanto o presídio de Iperó como o CDP de Franco da Rocha estão superlotados. Na penitenciária do interior, 1.212 detentos ocupam o espaço existente para apenas 852 homens. Em Franco da Rocha, a capacidade é para 600 pessoas, mas há 1.163 detentos no local. A superlotação acontece em praticamente todos os presídios do estado de São Paulo.

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