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"Serei o último a querer criar desarmonia com ministros do Supremo", diz Sarney

"Harmonia entre os poderes não pode ser quebrada", disse. Ele visitou Gilmar Mendes para comunicar o afastamento de Expedito

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou nesta quinta-feira (5) que será "último" a querer criar qualquer desarmonia com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele visitou o presidente da Corte, Gilmar Mendes, nesta tarde para comunicar o cumprimento da ordem do STF de afastar o senador Expedito Júnior (PSDB-RO) e dar posse ao segundo colocado na eleição de 2006, Acir Gurgacz (PDT-RO).

"Desde o princípio, minha posição sempre foi a de que decisão do STF deve ser cumprida e a harmonia entre os poderes não pode ser quebrada. Quis vir pessoalmente entregar nossa decisão para mostrar, simbolicamente, o respeito que temos para com o Supremo Tribunal Federal", afirmou ao sair do gabinete de Mendes.

Questionado sobre uma declaração do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que comparou a demora do Senado em cumprir a decisão a um "faroeste", Sarney voltou a falar em harmonia. "Serei o último a querer criar qualquer desarmonia com ministros do Supremo. Respeito muito o ministro Marco Aurélio. Portanto, não desejo comentar declaração alguma", disse.

O presidente do Senado garantiu que Gilmar Mendes "compreende bem o que é uma casa colegiada". Ele se referiu a sua posição inicial de defender desde a semana passada o afastamento imediato de Expedito, que teve o mandato cassado por irregularidades nas eleições de 2006. No entanto, a ordem judicial demorou a ser cumprida, porque a Mesa Diretora do Senado decidiu que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)da Casa deveria analisar o caso.

A posse a Gurgacz, porém, só ocorreu nesta tarde após Expedito desisitir do recurso que tramitava no Senado. Sarney minimizou a demora no cumprimento da ordem. "Praticamente, com essa decisão de hoje, levamos menos de uma semana para cumprir a decisão. Apenas houve providências de natureza burocrática que a Mesa, por maioria, achou que devia tomar, contra a minha posição."

"Enquanto eu estiver no Senado, pode ter absoluta certeza que em nenhum momento teremos qualquer atrito em relação ao Supremo Tribunal Federal. Isso não ocorrerá", acrescentou Sarney.

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