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O nome do vice na chapa tucana à Presidência da República só será conhecido em junho, disse nesta terça-feira (18), em Fortaleza, o pré-candidato José Serra. Após palestra para o grupo de comunicação O Povo, Serra classificou como "especulação da imprensa" a notícia de que o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, teria confidenciado a amigos próximos que gostaria de formar uma chapa puro-sangue.

"Não ouvi de nenhum amigo próximo. Só vi especulação na imprensa e não tenho nada para comentar. Qualquer coisinha que eu diga dá margem para especular", disse.

Serra também evitou comentar o fato de o PSDB não ter ainda definido se terá ou não candidato próprio disputando o governo cearense. Segundo ele, este é um assunto que deve ser tratado por aliados. "As alianças regionais, as peculiaridades são decididas pelo pessoal do lugar e pelo nosso próprio partido", alegou.

O tucano disse ainda que não pediria voto ao governador do Ceará Cid Gomes (PSB), irmão do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), mesmo sendo os dois aliados históricos do senador Tasso Jereissati, responsável pela campanha do PSDB no Ceará. "O Cid é de outro partido. Ele tem outras alianças e seria muito constrangedor para mim fazer isso", justificou.

Depois da entrevista, Serra e Tasso foram visitar o Porto do Pecém, obra construída durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso. Tasso fez questão de lembrar que o Porto só foi construído graças a Serra que, quando ministro do Planejamento, liberou as verbas para a obra.

Preparação

Pela manhã, Serra se definiu como preparado para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista à Rádio Verdes Mares, contou ter aproveitado o tempo de exílio para estudar. "Eu me acho preparado sim. Eu me preparei desde sempre não para ser presidente, mas para fazer coisas na política, na administração. Acabei, graças ao exílio, estudando bastante, compreendendo o Brasil como um todo".

Serra disse que se eleito presidente retomaria a agenda de reformas. E pregou uma reforma ampla no sistema tributário "porque no Brasil se paga muito imposto". "Se você pegar todos os países em desenvolvimento, o Brasil tem o maior imposto do mundo. Temos a maior taxa de juros do mundo, juro do empréstimo consignado. É preciso fazer uma reforma tributária com racionalidade", defendeu Serra.

O tucano prometeu dar continuidade às obras iniciadas por Lula no Ceará, como a Siderúrgica e a Refinaria de Pecém, a Transnordestina e a Transposição do Rio São Francisco.

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