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Crime

Suspeito do roubo ao BC é seqüestrado em São Paulo

Um misterioso seqüestro envolvendo um dos suspeitos do roubo de R$ 164,7 milhões do Banco Central de Fortaleza, em 7 de agosto, intriga a polícia de São Paulo. Os autores do crime, segundo parentes da vítima, seriam policiais. O diretor do Deic, Godofredo Bittencourt, que apura o caso junto com a Corregedoria, afirma que até agora nenhum policial civil foi identificado.

Luiz Fernando Salles, o 'Fê', que vinha sendo investigado pela Polícia Federal sob suspeita de participar do roubo ao BC, foi seqüestrado em 7 de outubro, em frente a um bar da Rua dos Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Câmeras de circuito interno de um estabelecimento da Rua dos Pinheiros gravou o momento do seqüestro, mas as imagens estão muito ruins.

Os criminosos se disseram policiais federais. Pouco depois ligaram para a família da vítima exigindo resgate. O pagamento foi feito dois dias depois em um posto de gasolina da Rodovia Raposo Tavares. Os bandidos, porém, descumpriram o acordo e não libertaram o refém.

Desconfiada de que 'Fê' tivesse sido preso por policiais da Delegacia de Roubo a Bancos do Deic, a família procurou a direção do departamento. Como não havia recebido nenhum relatório sobre a suposta prisão, o delegado Bittencourt foi saber o que estava acontecendo e mandou abrir inquérito para apurar o caso. Também avisou a Corregedoria da Polícia Civil, que investiga o caso paralelamente.

- Coloquei todos os policiais do departamento à disposição da família do suspeito para reconhecimento. Eles olharam vários álbuns de fotografia e chegaram a identificar um policial do Garra como muito parecido com um dos seqüestradores - conta Bittencourt.

Segundo o diretor do Deic, o policial, que estava de folga naquele dia, foi levado ao Deic, mas os parentes de 'Fê' não o reconheceram pessoalmente. Posteriormente surgiu uma informação de que policiais da Divisão de Roubo e Furto de Veículo e Carga (Divecar) estariam envolvidos no caso.

- Essa suspeita surgiu porque, no dia em que houve o seqüestro, a Divecar havia prendido 11 pessoas em Santos. Mas depois comprovou-se que não havia nenhum envolvimento. Então tudo voltou à estaca zero - diz.

Para Bittencourt, os autores do seqüestro seriam criminosos disfarçados de policiais federais. Seria uma maneira de confundir as investigações.

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