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São Paulo

Testemunha diz que há mais 11 auditores envolvidos na máfia do ISS

O documento aponta o pagamento de R$ 29 milhões em propina no período de junho de 2010 a outubro de 2011

Uma testemunha ouvida na tarde desta quarta-feira (11) pelo Ministério Público confirmou que é verdadeira a planilha apreendida com o auditor fiscal Luís Alexandre de Magalhães, que traz uma lista de 410 empresas que pagaram propina para reduzir o valor de Imposto sobre Serviços (ISS) devido à Prefeitura de São Paulo. A testemunha é um dos auditores presos e que decidiu realizar um acordo de delação premiada com o Ministério Público.

O documento aponta o pagamento de R$ 29 milhões em propina no período de junho de 2010 a outubro de 2011 e cita uma série de gigantes do setor imobiliário, como a Brookfield e a Cyrela, ao menos dois hospitais e uma igreja evangélica. As empresas negam envolvimento com a máfia.No depoimento, ele ainda disse ao promotor que mais 11 auditores integravam a chamada máfia do ISS. O papel desses auditores, segundo a testemunha, era trazer novos clientes à quadrilha, mediante comissão de 10%.

A testemunha, segundo Bodini, disse que nem todos os 410 empreendimentos da lista pagavam propina e apontou o shopping Iguatemi como um deles. Após a revelação da lista, a assessoria de imprensa do Iguatemi afirmou que não era responsável pelo licenciamento de suas obras, que caberia a uma terceirizada.

Também nesta quarta, mas pela manhã, um representante da construtora Tarjab confirmou que a empresa pagou propina para licenciar oito empreendimentos, mas disse que era vítima de achaques da máfia. Foram sete pagamentos de em média R$ 70 mil e um último, de R$ 200 mil.

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