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Ministérios

Trabalharei junto a Mantega, diz titular do Planejamento

Nova ministra comenta relação com a Fazenda, que negocia corte de despesas

A nova ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirmou nesta segunda-feira (3), durante cerimônia de transmissão de cargo, em Brasília, que os gastos de custeio da máquina pública, ou seja, as despesas do dia a dia, que não têm relação com os investimentos públicos, não podem ser "satanizados".

A declaração é dada em um momento no qual o próprio governo anuncia, conforme a estratégia da presidente Dilma Rousseff, a intenção de conter os gastos públicos para permitir uma política mais suave para a taxa de juros. "Não abriremos mão de prestar serviços públicos para a população. Isso pode ser feito com maior eficiência. É possível fazer mais com menos (...) Trabalharei em consonância com Guido Mantega [ministro da Fazenda]", afirmou ela.

A nova ministra também voltou a pregar a melhoria dos gastos públicos. "Os recursos, sempre insuficientes frente às necessidades, deverão ser canalizados para as prioridades determinadas por Dilma. Para a erradicação da miséria, para a Educação e Saúde de qualidade, melhoria da segurança pública, e os investimentos em infraestrutura necessários ao crescimento do país", disse ela.

Emoção

Em discurso emocionado, Belchior chegou a chorar quando agradeceu ao ministro Paulo Bernardo, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também quando lembrou de seu ex-marido, Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André que foi assassinado em 2002. "Ele continuará me influenciando nesse período. O cargo que ocuparei talvez tivesse sido ocupada por ele no governo Lula. Obrigada Celso Daniel", disse ela em meio às lágrimas. Miriam Belchior também homenageou o sexo feminino e se emocionou ao dizer que as "mulheres podem dividir com os homens a gestão do país".

Paulo Bernardo

Deixando o cargo para assumir o Ministério das Comunicações, Paulo Bernardo afirmou que o Brasil cresceu, nos últimos anos, o dobro do registrado nos 20 anos anteriores.

"Falam que o presidente Lula teve sorte porque a conjuntura mundial ajudou. Mas também teve políticas que determinaram o bom resultado que tivemos. Fizemos amplas tratativas com os servidores e procuramos valorizar as carreiras. Várias delas tiveram a implantação de subsídios nos pagamentos", disse ele.

Bernardo também destacou a implantação do sistema de pregão eletrônico para as compras públicas, processo que, segundo ele, diminuiu as irregularidades. "Melhoramos práticas de gestão. Implantamos o sistema de pregão eletrônico, que ficou obrigatório de 2005 em diante. Foi uma reforma silenciosa, mas revolucionária", declarou.

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