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Justiça Eleitoral

TSE garante que urnas eletrônicas são invioláveis

O presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ontem em São Paulo que as urnas eletrônicas brasileiras são absolutamente invioláveis. Ele chamou de "blefe, bravata e estelionato" as afirmativas que criminosos possuem, inclusive, a senha eletrônica do próprio ministro para acessar e alterar os votos colocados nas urnas, como mostrou domingo o programa Fantástico, da TV Globo. Britto disse ainda estar aguardando o mapeamento das áreas de influência de milicianos e traficantes no Rio para coordenar a ação das Forças Armadas nas eleições do Rio.

"É um blefe, uma bravata e um estelionato. O sistema é absolutamente inviolável. Disseram até que têm minha senha. Nem eu fiz ainda a minha assinatura digital. E de qualquer modo é impossível fraudar, entrar no programa ou desfigurá-lo. Fizemos um software que é inviolável e inacessível aos "rackers". Se o programa é alterado, a urna se auto-defende imediatamente", disse Britto.

Para o ministro, a situação mais específica do Rio de Janeiro é "extremamente preocupante". Nesta semana, ele se reunirá com os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Justiça, Tarso Genro, para fechar uma coalização contra os milicianos e traficantes. O ministro disse que aguarda apenas os mapeamentos dos locais perigosos, que serão fornecidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio, juízes eleitorais e governo do estado. Ele avalia que os dados serão entregues ao TSE nesta semana.

"É extremamente preocupante. Têm nos chegado documentos sobre os dois grupos (milícias e tráfico), que estariam bancando candidatos e, para ter eficácia, ficam intimidando, obrigando até a fotografar votos com celulares. São bravatas, dizem até que têm como revelar o conteúdo das urnas eletrônicas. A imprensa fica cerceada, os candidatos já não fazem campanha livremente. Isso desfigura e corrompe todo o processo."

Britto disse ainda que, a partir de hoje, com o início do horário eleitoral gratuito em rádio e tevê os eleitores poderão se informar mais sobre os programas dos candidatos, mas devem recorrer também a outros mecanismos antes de decidir seus votos:

"Há outros meios, como as audiências públicas que os juízes eleitorais estão promovendo no país e ainda as listas dos tribunais de contas, que tornam inelegíveis os candidatos irregulares. Há, enfim, muitos modos de os eleitores saberem da vida pregrasse dos candidatos", disse.

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