Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
15 anos depois...

Tucanos e petistas disputam Plano Real como bandeira política

Solenidade concorrida: Gilmar Mendes, Michel Temer, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves (governador de Minas), Yeda Crusius (governadora do Rio Grande do Sul) e José Aníbal (líder do PSDB na Câmara) | Antônio Cruz/ABr
Solenidade concorrida: Gilmar Mendes, Michel Temer, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves (governador de Minas), Yeda Crusius (governadora do Rio Grande do Sul) e José Aníbal (líder do PSDB na Câmara) (Foto: Antônio Cruz/ABr)

Brasília - Entre reconhecimentos mútuos de trabalho em prol da estabilidade econômica, PT e PSDB travaram ontem no Senado um pequeno embate sobre o direito de uso do Plano Real como bandeira política. Durante solenidade em comemoração aos 15 anos do programa, tucanos fizeram questão de frisar que a atual solidez da economia é fruto da decisão do partido em tocar o projeto que mudou a estrutura econômica do país. Os petistas, por sua vez, ressaltaram que foi no governo Lula que as medidas de austeridade foram aprofundadas.

O líder do PT na Casa, senador Aloízio Mercadante (SP), defendeu que as lideranças do PSDB, do DEM e de outros partidos que formaram a base do governo FHC não podem reconhecer apenas a "primeira parte" da história do Real, renegando o que foi realizado ao longo da administração Luiz Inácio Lula da Silva. "Nós tivemos nesses seis anos e meio um papel decisivo em manter a estabilidade", disse.

O senador Arthur Virgílio, líder do PSDB, classificou como "impecável" o primeiro mandato do presidente Lula, considerando as políticas fiscal e de juros, e celebrou a decisão do presidente de ter "renegado" suas posições econômicas históricas durante a campanha ao Palácio do Planalto em 2002. "Ele renegou tudo que falava a respeito de economia e essa foi a incoerência que mais fortemente aplaudi ao longo da minha vida", disse.

Injustiças

Fernando Henrique Cardoso também reconheceu os méritos do governo Lula na condução da política econômica e disse que seria "injusto" dizer que seu sucessor estaria apenas "surfando na onda" do Real. "Até agora ele não disse uma palavra de reconhecimento dos benefícios do Real e que o meu governo trouxeram ao Brasil, mas ele também fez a parte dele, eu não vou fazer como o PT fez comigo", afirmou.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.