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Vanessa Grazziotin formaliza denúncia contra advogado que a agrediu em Curitiba

Senadora foi agredida no dia 31 de agosto, horas depois da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), quando vinha de Brasília à Curitiba

Senadora foi agredida em um voo que vinha de Brasília à Curitiba no último dia 31 | Geraldo Magela/Agência Senado
Senadora foi agredida em um voo que vinha de Brasília à Curitiba no último dia 31 (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) registrou nesta semana uma ocorrência na Polícia Legislativa do Senado contra o advogado Paulo Demchuck, acusado de ter agredido a palamentar na último dia 31 - data da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado. A senadora também afirmou que vai entrar com uma ação civil na Justiça do Paraná contra o advogado.

Vanessa estava chegando de Brasília quando foi agredida ao desembarcar em Curitiba. Segundo a parlamentar, ela estava vindo visitar a mãe na cidade. O advogado teria agredido verbalmente a senadora, que pegou o celular para registrar a cena. O passageiro foi para cima dela e pegou o celular. Passageiros do mesmo voo também viram a senadora ser agarrada pelos cabelos e até bater a cabeça num braço da poltrona.

Demchuck admitiu ter hostilizado a senadora, mas negou a agressão. O advogado afirmou que só estava exercendo seu direito de livre expressão e que não vê problema em hostilizar os políticos.

“Fui agredida fisicamente por esse senhor, que espero que pague, pague, com toda a força e determinação da Justiça brasileira”, declarou Vanessa.

Em um vídeo postado em seu perfil no Facebook, o advogado diz que quem o agrediu foi a senadora. “Eu não dei autorização para ela me filmar. Me dirigi a ela para que ela parasse de me filmar, por isso eu entrei na frente do celular e tentei retirar o celular da mão dela”, alega Demchuck. “Naquele momento houve um ataque histérico de toda a claque esquerdista e comunista que estava lá”, afirma.

O advogado alega, ainda, que ninguém ficou detido pela Polícia Federal no momento do incidente. “Se tivesse havido qualquer espécie de agressão os policiais federais deveriam ter prendido a pessoa em flagrante. Como houve a liberação de todas as pessoas envolvidas, evidentemente isso significa que não houve qualquer espécie de crime detectado naquele momento”, diz Demchuck.

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