Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Processo

Vereadores cassam mandato de presidente da Câmara de Piraquara

Gilmar Luis Cordeiro (PSB) foi condenado por acumular o cargo de diretor de escola pública e pelo fato de o filho dar expediente na Câmara

Cordeiro foi absolvido por unanimidade de quatro denúncias e considerado culpado em outras duas | Daniel Castellano/Arquivo/Gazeta do Povo
Cordeiro foi absolvido por unanimidade de quatro denúncias e considerado culpado em outras duas (Foto: Daniel Castellano/Arquivo/Gazeta do Povo)

O presidente da Câmara Municipal de Piraquara, vereador Gilmar Luis Cordeiro (PSB), teve o mandato cassado na noite da última sexta-feira, após a conclusão de um relatório feito por uma Comissão Processante (CP). Durante a sessão, dez vereado­­res votaram a favor da cassação, dois foram contra e um se absteve. O procedimento foi instituído depois de denúncias realizadas por um eleitor do município da Região Metropolitana de Curitiba. O advogado de Cordeiro disse que irá recorrer da decisão.

A sessão analisou seis denúncias que pesavam contra Cordeiro, entre elas a acumulação de cargos e a contratação irregular de serviços sem licitação. Para que ocorresse a cassação, era necessário que dois terços da Câmara [maioria qualificada – nove votos] votassem a favor da perda do mandato.

O presidente da CP, vereador Edson Baianinho (PHS), votou a favor da cassação de Cordeiro e disse que a Câmara de Piraquara cumpriu o seu papel. "Fizemos nosso papel como fiscalizadores. Havendo a suspeita, nosso papel era averiguar e foi o que fizemos. Diante da robustez das provas, não tínhamos como não cassar."

Cordeiro cumpria seu primeiro mandato como ve­­reador de Piraquara e estava afastado da presidência desde 13 de agosto, quando as denúncias foram recebidas pela Casa.

Defesa

Segundo o advogado de defesa, Pedro Henrique Santos Farah, o vereador foi absolvido por unanimidade de quatro denúncias e considerado culpado em outras duas: a acumulação do mandato com o cargo de diretor em uma escola pública de Piraquara e o fato de o filho dele dar expediente na Câmara. O advogado, porém, nega as acusações e diz que o político está sendo perseguido.

"Enquanto a maioria dos vereadores não quer trabalhar, ele é condenado por trabalhar. Temos um parecer favorável da Secretaria de Educação para que ele continuasse exercendo seu papel na escola e não havia incompatibilidade de horários. Pelo contrário. Sobre o filho, apresentamos testemunhas de que ele nunca recebeu um centavo da Câmara e não tinha qualquer ligação funcional com casa. Diante da inconstitucionalidade da decisão, vamos recorrer até segunda-feira, no máximo", afirmou. A próxima sessão da Câmara de Piraquara está marcada para começar às 19 horas de terça-feira.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.