Dicas para deixar o pet seguro enquanto você viaja

Pet sitter, hotel ou caixa de transporte? Escolha a melhor opção e garanta a segurança do seu pet durante as viagens

Quem tem um animal de estimação certamente já passou pela dúvida na hora de seguir viagem: levar o animal junto ou deixá-lo aos cuidados de terceiros? Para escolher a melhor alternativa é preciso analisar situações como o destino, trajeto e condições de hospedagem. “A alternativa é o planejamento e todas as possibilidade devem ser bem avaliadas para o bem-estar do animal”, diz a veterinária da Drogavet, Andressa Felisbino.

Independente da escolha é importante ficar atento à segurança e ao bem estar do animal. Foto: Visual Hunt/divulgação

Independente da escolha, é importante ficar atento à segurança e ao bem estar do animal. Foto: Visual Hunt/divulgação

De acordo com a veterinária, não basta escolher um hotel pela programação de atividades. É preciso ficar atento a questões de segurança e também realizar uma série de preparos que auxiliem o pet durante a viagem. No caso da possibilidade de viajar e levar o animal de estimação junto, alguns detalhes podem tornar a viagem mais tranquila – tanto para o pet como para o tutor. O mesmo vale para quem vai deixar o pet em casa com o apoio de amigos, parentes ou com uma pet sitter. Veja abaixo quatro dicas da veterinária

1 – Hotéis ou pet sitter: como escolher

Tudo depende do perfil do animal e é ideal pensar em qual ambiente o pet vai se adaptar melhor. Cães ativos, grandes, brincalhões tendem a ficar bem em hotel, onde poderão brincar com outros pets e interagir com humanos, sentindo menos a falta do tutor.  Para um animal idoso, quieto, e até mesmo para aqueles que são medrosos e com menos atividades diárias, a melhor opção é a pet sitter. O animal permanece em casa, não se estressa com transporte e mudança de ambiente, e a pessoa vai até ele para cuidar da alimentação e das tarefas de rotina, inclusive passeios. A pet sitter é também a melhor opção para os gatos.

2 – Se o pet for para um hotel, quais os principais cuidados a serem tomados?

O primeiro passo é visitar o local e conversar com os profissionais responsáveis pelo manejo com os pets. Fique atento à higiene e a segurança do espaço. Um item importante a observar é se o hotel hospeda somente animais sadios com a carteira de vacinação em dia. Decidido o espaço, faça uma avaliação médica do animal e verifique se a carteirinha de vacinas está em dia, além do vermífugo, do antipulgas e do carrapaticida que devem ser aplicados preferencialmente na semana anterior à estadia no hotel. Imunização contra gripe e raiva são fundamentais. Além da avaliação médica, é importante fazer uma avaliação comportamental e adotar medidas pontuais que auxiliem na minimização do estresse. É necessário levar os acessórios e a ração que o pet costuma utilizar em casa, além da cama e cobertores que trazem o cheiro do lar, a fim de não alterar ainda mais a rotina.  Importante verificar como ocorre o manejo dos animais no hotel e se há supervisão de profissionais capacitados durante as atividades. Isso evita o risco de acidentes entre cães de diferente porte.

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3 – E caso o tutor opte por uma pet sitter, o que deve observa

Caso o tutor opte por manter o animal em casa e escolha por um serviço de pet sitter, o primeiro passo é verificar as referências da pessoa. Neste momento, além de repassar detalhes importantes sobre a rotina do animal, como alimentação, passeios e medicações, promova a socialização entre a pet sitter e o pet. Isso facilita muito a convivência na ausência do tutor. Também é necessário deixar ao profissional o telefone e endereço das clínicas veterinárias que atendem ao seu pet para que ele possa utilizar em caso de emergência. As mesmas orientações valem para amigos, parentes ou vizinhos que se disponham a ficar com o animal durante a ausência do tutor. Avalie a competência da pessoa e se ela realmente conseguirá cuidar do pet com tranquilidade.

 4 – Resolvi levar meu pet junto. E agora?

Em caso de viagens é preciso evitar ao máximo que a saída da rotina estresse o pet, especialmente se ele não estiver acostumado a andar de carro. Neste sentido, algumas semanas antes do passeio comece a fazer voltas curtas de automóvel com o animal pelo seu bairro. Providencie ou verifique se o cinto de segurança do pet ou a caixa de transporte estão corretos e cuide para que a temperatura do carro esteja agradável. Lembre-se de levar água e ração suficientes para a viagem e o período em que estarão fora. É recomendável que, em viagens longas, o tutor providencie paradas a cada duas horas para que o pet possa se movimentar, esticar as patas e fazer suas necessidades fisiológicas, além de oferecer água em pouca quantidade. Em viagens longas a orientação é que o pet faça um jejum de três horas. Se a viagem for de avião certifique-se previamente das normas da companhia e da necessidade, ou não, do certificado zoossanitário.

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