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Praça da Espanha vira point alternativo para cachorros aos fins de semana

Para quem procura tranquilidade, o melhor horário para passear com os cachorros é domingo depois do almoço. Se preferir uma praça mais agitada, vá ao fim do dia

Passado o horário mais agitado do almoço, a praça da Espanha começa a receber seus primeiros visitantes caninos por volta das 14 horas, aos domingos. Longe de ser uma ocupação ou invasão de cachorros, eles vêm aos poucos, cada um em seu momento e se dividem entre os diferentes ambientes da praça. O espaço é a principal escolha de muitos dos visitantes por ser próximo de casa, por ter uma área verde ampla e pela segurança que a praça da Espanha representa.

Dimitri, de seis anos, sente-se no próprio quintal de casa quando a tutora Joice Fedrizzi, corretora de 52 anos, leva o pequeno Lulu da Pomerânia à praça. “O movimento dos restaurantes e bares aqui perto faz com que eu me sinta segura para trazê-lo aqui. Sempre tem gente passeando, mesmo com o tempo feio, e normalmente é o mesmo pessoal, que já se conhece. Aqui encontramos amigos e vizinhos. A praça é o nosso quintal e ele se sente muito bem”, diz Joice, que leva o Dimitri todos os dias para passear.

Joice Fedrizzi e Dimitri sempre vão à praça da Espanha no fim de semana (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

Joice Fedrizzi e Dimitri sempre vão à praça da Espanha no fim de semana (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

 

Para aumentar a segurança, no início deste ano a praça ganhou um totem da Polícia Militar, que faz o monitoramento da região por câmera e tem comunicação direta com a PM. Ainda assim, Rafael Espinosa, soldador de 33 anos, acredita que há formas de melhorar o cuidado do local, especialmente quando lembra as últimas experiências que teve com seu cachorro Bold, um dachshund de um ano e meio.

“Eu gosto muito daqui, mas falta ainda um pouco de cuidado. Tem muita gente que dorme na praça e acaba fazendo as necessidades por aqui. Eu não deixo o Bold solto sempre porque tenho medo que ele entre em contato com as fezes. Se eu soltar, ele dispara e eu tenho que correr atrás para ele não ir para a rua. Mas, no geral, o espaço é muito bom e tem bastante área verde”, ressalta.

Rafael e Bold gostam da praça da Espanha, embora o cuidado pudesse ser maior (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

Rafael e Bold gostam da praça da Espanha, embora o cuidado pudesse ser maior (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

A tranquilidade da praça, em comparação a outros parques e praças da cidade, é o que chama mais a atenção de Gian Carlo Zanon, médico de 57 anos, para a praça da Espanha. Embora os sábados sejam mais agitados, especialmente em dias de sol e com feiras de artesanato, aos domingos a praça é só dele e da cachorrinha Lauren, de três anos. “Esse horário depois do almoço é o mais tranquilo. Quando tem muita gente, ela fica muito estressada. Normalmente eu a levo, aos sábados, na praça atrás do Museu do Olho, que é um espaço para cachorro mesmo, e aqui durante a semana, porque é mais perto de casa”, diz Zanon.

Cordélia, uma Golden Retriever de seis anos, não se importa com tranquilidade. Sozinha ou com outros cachorros por perto, ela se diverte na praça quando Maria Lúcia Lins, advogada de 52 anos, e Pedro Lins, estudante de 22 anos, a levam para lá. Visitante assídua da praça do Japão, são raros os momentos em que ela passeia pela praça da Espanha, mas os pontos positivos desta são inegáveis, de acordo com os tutores.

Cordélia não desanima: seja com sol ou tempo nublado, praça cheia ou vazia, ela está pronta para o passeio com seus tutores (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

Cordélia não desanima: seja com sol ou tempo nublado, praça cheia ou vazia, ela está pronta para o passeio com seus tutores (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

 

“Moramos perto da praça do Japão e vamos lá com mais frequência, mas a praça da Espanha é bem maior e como as ruas laterais são mais tranquilas é mais fácil deixá-la caminhar sozinha. Para um cachorro que dá para controlar, aqui é mais fácil de soltar. Lá na praça do Japão é mais difícil, porque além de ser pequeno, a via do ônibus expresso é muito próxima e a gente tem medo de soltá-la. Mas lá continua sendo uma praça mais bonita que a da Espanha”, explica Maria Lúcia.

Renato Petrus, comerciante de 55 anos, perdeu as contas de quantas amizades e histórias acumulou ao lado do Jove, poodle de 8 anos, nas praças e parques da cidade. “Ele passeia três vezes ao dia e, 80% das vezes, sou eu quem estou com ele. Foram muitas amizades feitas na praça da Espanha, do Japão, na 29 de Março e até na praça da Ucrânia. Moramos perto da praça da Espanha, mas ele gosta de caminhar, a gente conhece vários lugares”, diz Renato.

Três passeios por dia, durante oito anos, fizeram com que o tutor Renato perdesse as contas de quantas histórias Jove acumulou nas praças da cidade (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

Três passeios por dia, durante oito anos, fizeram com que o tutor Renato perdesse as contas de quantas histórias Jove acumulou nas praças da cidade (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

Potim e Fubá, de oito e 3 anos, respectivamente, também não perdem tempo quando estão passeando. A tutora Dilma das Graças Pereira, vendedora autônoma de 60 anos, lembra das saídas que quase terminaram em “casamento” para os seus cães. “Meu marido sai com eles com mais frequência e ele vive contando que eles têm as namoradinhas dele. Como não são cachorros de raça definida, o pessoal cuida quando eles chegam perto das suas cachorrinhas e meu marido sempre diz: ‘Não precisa se preocupar não, porque eles são lindos! Meus filhos são muito educados'”, diz Dilma, que leva os dois com frequência à praça 29 de Março e à praça da Espanha, mas considera a última a melhor. “É maravilhosa, é pertinho de casa. Eu só não posso deixá-los soltos aqui porque os dois são muito espaçosos”, diz.

Potim e Fubá já aprontaram muito durante os passeios pelas praças (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

Potim e Fubá já aprontaram muito durante os passeios pelas praças (Foto: Amanda Milléo / Gazeta do Povo)

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