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Apenas 10% dos animais silvestres retirados do seu habitat natural sobrevivem antes de chegarem ao destino final, que em muitos casos são outros países, onde se tornam ‘animais de estimação’, em algumas situações. Vítimas de estresse, mutilações, acondicionamento inadequado e até mesmo do uso de drogas lícitas e ilícitas para tranquilizá-los durante o transporte, os animais traficados atingem a marca de 38 milhões, todos os anos, no Brasil.

O tráfico de animais silvestres movimenta entre 10 e 20 bilhões de dólares por ano, em todo o mundo, de acordo com dados do site Fauna News, especializado no assunto. Só o Brasil é responsável por 5% a 15% de todo tráfico mundial, sendo que a maior parte dos animais retirados da natureza, cerca de 80%, são aves.

Embora uma parte desses animais sejam levados para fora do território nacional, estima-se que 60 milhões de brasileiros tenham animais silvestres em casa. A pena para o crime de compra, venda e manutenção de cativeiro é de seis meses a um ano de prisão, além de multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

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O alto número de animais chamou a atenção durante a fala da médica veterinária, Ana Carolina Fredianelli, coordenadora Centro de Triagem de Animais Silvestres da PUC-PR (Cetas/PUC-PR), no início da sessão plenária no início do mês de agosto, na Assembleia Legislativa do Paraná.

“Dos 38 milhões, 4 milhões são levados para fora do território nacional. Além do trauma da captura e a separação do seu grupo familiar, os animais silvestres retirados da natureza sofrem ainda de privação de espaço e de alimento, e traumas físicos”, diz Ana Carolina, de acordo com informações da Alep.

No Paraná, há apenas um centro de triagem que absorve a fauna nativa apreendida, que é o Cetas/PUC-PR. Segundo dados da médica veterinária, desde 1999 o centro recebeu mais de 30 mil animais na sede, que fica em Tijucas do Sul, Região Metropolitana de Curitiba.

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