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Animal

Startup ajuda a encontrar cães, gatos e pássaros perdidos em todo o país

O Puppyfi já ajudou a encontrar mais de 3,5 mil ‘pets’ perdidos desde que foi criado, a partir de páginas no Facebook

A rede social já ajudou a encontrar mais de 3 mil animais de estimação; Foto: Justin Veenema/Unsplash.

Espécie de “evolução” no hábito de colar cartazes nos postes para procurar pets perdidos, os tutores de animais de estimação têm, desde o começo desse ano, uma rede social voltada para resolver esse problema, o Puppyfi — a startup já tem cerca de 45 mil usuários em todo o Brasil, e  também na Argentina, Uruguai, México, Portugal, Espanha e Itália.

A criação da rede, que é gratuita e fácil de usar, foi uma união de páginas e comunidades que já existiam no Facebook desde 2013, e surgiu a partir de uma necessidade pessoal do médico veterinário curitibano Alexandre Roa, quando um cliente perdeu o cachorro e pediu ajuda para encontrá-lo. De lá para cá já foram achados mais de 3,5 mil pets.

Já são 45 mil pessoas utilizando a rede no país. Foto: Divulgação.

“Nossa rede social é exatamente como as já conhecidas, com direito a curtidas, comentários, publicação de fotos, atualização de status. Mas, nós queremos ajudar a encontrar animais perdidos, localizar lares para adotar os abandonados e reunir aqueles que tratam e cuidam dos pets deixados nas ruas e precisam de medicação, comida, cuidados, etc”, conta Alexandre.

A missão

Os anúncios de bichinhos perdidos são chamados de “missão”: o usuário cria um post contando que tipo de ajuda precisa, com título, descrição, fotos e o local em que o pet foi perdido. A postagem é então veiculada no feed de notícias do Puppyfi, que pode ser filtrado por cidade e dividido em “Achados & Perdidos”, “Adoção” e “Vakinha Pet”, que é usado principalmente por ONG’s e entidades assistenciais.

Segundo Alexandre, além de usuários que procuram a rede para encontrar ou doar animais, há quem participe por apoiar a causa. “São pessoas que adoram pets e gostam de ajudar”, conta.

Para o professor Leandro e a esposa, Sandra, o cachorrinho Bob é praticamente um membro da família. Foto: acervo pessoal.

Sumiço

A perda de um bicho de estimação é algo que pode afetar profundamente a vida de uma família. O professor Leandro Lazarini e a esposa ficaram desesperados nas duas vezes em que o Bob, um cãozinho maltês de quatro anos, se perdeu pelas ruas do bairro da Barreirinha, em Curitiba. Na primeira vez, em 2015, ele espalhou cartazes pelas ruas e foi às redes sociais pedir ajuda. Dois dias depois, o cão foi encontrado.

Mas foi no ano passado que o desespero tomou conta do casal — o cachorro sumiu por uma semana. Leandro conta que fez a mesma tática da primeira vez, mas que não adiantou. “O Alexandre viu uma das nossas postagens e entrou em contato comigo falando do Puppyfi. Cadastrei o anúncio no ‘Achados & Perdidos’ e logo no dia seguinte o Bob foi encontrado no bairro ao lado”, diz ele aliviado. Depois disso, um microchip de identificação foi colocado no cãozinho junto de uma coleira com uma plaquinha com os contatos caso ele se perca de novo.

Por outro lado, se engana quem pensa que apenas cães e gatos estão entre os animais perdidos. O Puppyfi tem anúncios de pássaros como calopsitas e papagaios, mas até outros grandes bichos já sumiram. “A gente já teve até um cavalo perdido, na verdade ele tinha sido roubado e foi encontrado pelo dono depois de postar a chamada no site”, explica Alexandre Roa.

Além disso, os anúncios podem ser compartilhados por usuários dentro da própria rede ou em outras plataformas.

Além de ajudar a encontrar bichinhos perdidos, o Puppyfi também tem uma área para a divulgação de feiras de adoção e arrecadação de alimentos para entidades que cuidam de animais. Foto: Reprodução.

Expansão

Além do site, a ideia de Alexandre é lançar também um aplicativo, que já está em desenvolvimento e deve ser disponibilizado a partir de maio, com tradução para os principais idiomas do mundo (hoje a rede está disponível apenas em português).  “Queremos ser a principal ferramenta mundial de ajuda de pets”, conta ele sobre as pretensões.

O Puppyfi é financiado por anúncios de marcas voltadas a este mercado e também por posts promovidos, que alcançam uma visualização maior. Alexandre também está estudando o uso de um financiamento coletivo para manter a plataforma no ar. “É uma rede colaborativa”, explica.

Veja o que fazer quando o seu bichinho desaparece de casa:

1- Imagem
A primeira ação é escolher fotos recentes e de qualidade do animal perdido. Se possível uma que mostre o tamanho do pet e outra com detalhes dele, como as cores das orelhas, focinho, rabo, etc, que ajudam na diferenciação e identificação. Se não tiver nenhuma imagem, pesquise na internet pela raça ou encontre alguma que seja parecida com ele.

2- Texto
Na descrição do seu relato, procure ser claro e objetivo. Evite escrever em um único parágrafo, e separe o texto por tópicos. Destaque o nome, a raça e o gênero do bichinho, a data e o local em que se perdeu, qual a fase da vida dele (filhote, adulto ou idoso) e o porte (pequeno, médio ou grande). Também não esqueça de colocar os seus contatos.

3- Espalhe nas redes sociais
Mas cuidado onde você irá compartilhar. Fique atento às redes e grupos disponíveis.

4- Se envolva pessoalmente
Além da internet, atuar pessoalmente na busca também faz diferença. A ativista da causa animal Lucimara Leal recomenda que você comece pelos arredores, conversando com vizinhos e comerciantes. Muitas vezes, o bichinho pode estar mais perto do que se imagina.

Ela também recomenda que se espalhe alguns cartazes em lugares estratégicos, como aviários, clínicas veterinárias, pet shops e comércio da região. Estes lugares costumam ter uma grande circulação de pessoas que podem se identificar com a sua situação. Também é bom checar se os cartazes continuam lá dias depois.

5- Prevenção
Identifique seu animal, não espere perdê-lo para tomar providência. Lucimara sugere a colocação de coleiras com plaquinhas de identificação com o nome dele e telefones dos tutores. Isso facilita muito a localização caso ele se perca. Outra alternativa é a implantação de microchips na pele do animal, que podem ser comprados em clínicas veterinárias credenciadas ou em mutirões realizados por algumas prefeituras. Em Curitiba, a Rede de Proteção Animal realiza ações pontuais pela cidade.

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