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Organização, autocontrole e outras virtudes que as mulheres aprendem com a maternidade

Mães contam o que aprenderam com a maternidade e como esta experiência transformou suas vidas para melhor

Melina Pockrandt e as filhas Manuela e Ana Júlia: "Minhas filhas merecem que eu seja a melhor pessoa que eu posso ser para que nossa casa seja um lar agradável, no qual se sintam amadas e com bons referenciais de caráter", diz ela. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.Melina Pockrandt e as filhas Manuela e Ana Júlia: "Minhas filhas merecem que eu seja a melhor pessoa que eu posso ser para que nossa casa seja um lar agradável, no qual se sintam amadas e com bons referenciais de caráter", diz ela. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

A maternidade é uma das experiências mais transformadoras na vida de uma mulher. Desde a gravidez — para algumas antes, quando são necessários tratamentos hormonais para a concepção —, são inúmeros os cuidados e as adaptações na rotina. O corpo muda, as prioridades se reorganizam e a vida se transforma.

“A maternidade é a situação mais desafiadora que acontece na vida de alguém. Não é fácil equilibrar exigências e limites com ser uma mãe legal e divertida”, conta Shirley Hilgert, autora do site Macetes de Mãe, mãe dos meninos Leo (7) e Caê (4).

E, justamente por isso, a maternidade transforma positivamente a vida das mulheres, ensinando no dia a dia como ser uma pessoa melhor.

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O Viver Bem conversou com cinco mães e lista agora 10 ensinamentos e virtudes aprendidas com a vida após a maternidade:

1 – Empatia:

“Ao me tornar mãe, aprendi a ter empatia com as outras pessoas. Sejam mães, sejam pessoas que não têm filhos. Cabe a mim respeitar os diferentes valores, formas de maternar e objetivos de vida de cada um”, conta Virgínia Guimarães, mãe de Ían (1), fotógrafa e autora do HuMÃEnamente. “Quando você se torna mãe, aprende a olhar a outra com olhos de quem diz “eu te entendo”, ou “estou com você nessa”. Hoje vejo que as mães choram, sentem medo e que não merecem ser julgadas. Sentir empatia é demonstrar amor”, explica Kely Varela, autora do blog Mágicas de Mãe, mãe de Raquel (7) e Samuel (4).

2 – Autocuidado, autoconhecimento e autocontrole:

“Entendi que não dá nem para ser feliz, nem ser uma boa mãe, se não enfrentar meus defeitos e falhas de caráter. Então, dia a dia, todas as vezes que me deparo com alguma atitude que preciso melhorar, busco me conhecer melhor, entender meus gatilhos e tentar caminhos de mudança e autocontrole. Minhas filhas merecem que eu seja a melhor pessoa que eu posso ser para que a nossa casa seja um lar agradável, no qual se sintam amadas e com bons referenciais de caráter e comportamento”, conta Melina Pockrandt, autora do blog Maternidade Simples, mãe da Manuela (10) e da Ana Júlia (5). É importante também cuidar de si mesma, “para cuidar bem de alguém, precisamos estar bem em primeiro lugar. O autocuidado físico e mental é essencial”, completa Virgínia.

“Quando você vira mãe, entende que seus exemplos são seguidos por seus filhos e que cuidar da sua aparência, sua saúde física e emocional faz parte do processo de educação”, explica Kely.

3 – Organização:

“Ser mãe me deixou mais criativa e multitarefas. Nós aprendemos a administrar nosso tempo muito melhor e nos tornamos mais dinâmicas e maleáveis”, conta a influenciadora Thayane Milani, mãe de Giulia (5), Laura (3) e Thomaz (8 meses). “Desenvolvi rotinas e pequenas estratégias de organização. Isso me permitiu tornar a vida mais fácil, passei a andar menos ansiosa e a perder menos tempo com bobagens que a boa organização resolve. Internamente, passei a separar um momento para minhas orações, leituras e meditação – pois isso me proporciona paz – tão necessária para dar conta da vida de mãe”, completa Melina.

Melina desenvolveu rotinas e pequenas estratégias de organização que permitiu tornar a vida mais fácil. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Melina desenvolveu rotinas e pequenas estratégias de organização que permitiu tornar a vida mais fácil. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

4 – Coragem:

“Sempre tive muito medo em fazer e tentar coisas novas. E a minha experiência como mãe foi muito difícil no início – foi a primeira vez na vida que não tinha facilidade para realizar algo. E por ter tido esta dificuldade (que consegui superar), me tornei mais corajosa para arriscar em outros pontos da vida”, conta Shirley. “Descobri que educar um ser humano é muito mais difícil do que eu imaginava”, compartilha Thayane. “Entendemos também que nenhuma dor no mundo pode impedir uma mãe de cuidar de um filho, acredito que ficamos mais resistentes”, completa Kely.

5 – Simplicidade:

“Aprendemos a ver um imenso prazer em coisas minúsculas. Aquele beijo gostoso seguido de um ‘te amo, mamãe’ traz uma realização tão grande quanto as maiores conquistas da minha vida”, conta Shirley.

“As crianças nos ensinam que o simples tem muito valor – do bolo feito em casa no dia do aniversário ao pastel comido na feira. Elas amam, se alegram e curtem coisas extremamente simples. Somos nós, adultos, que esquecemos disso e subimos o padrão. Passeios gratuitos, tempo em casa com a família, lamber uma colher de bolo, fazer bolinhas de sabão com detergente, correr no pega-pega… Aprender a olhar o mundo com uma visão de criança é uma das virtudes que a maternidade traz, se nós permitirmos”, aconselha Melina.

6 – Não fazer comparações:

“Nenhuma criança é igual à outra. A sua realidade não é igual à minha. Cada mãe tem sua própria história com sua própria vivência. Se comparar ou comparar seu filho com o da vizinha não vai trazer felicidade para a sua vida de mãe, muito menos para seu filho”, alerta Kely. “Aprendi a me livrar dos julgamentos. Se somos diferentes, seja na forma de educar, seja na forma de criar, tudo bem! Não existe certo e errado, mas sim o diferente”, comenta Virgínia.

7 – Resiliência:

“Entendi que precisava ser mais prática e menos dramática. Uso as adversidades para me fortalecer, encontrar caminhos para lidar com cada uma delas de maneira mais leve. Gosto de dizer que a resiliência é mais do que simplesmente ver o copo meio cheio – é aprender a ser feliz com o copo cheio ou vazio. Se eu dormi mal esta noite, durante o dia meus filhos precisam de mim da mesma forma e eu não posso perder tempo processando situações e lidando com alguns sentimentos”, reflete Melina.

“Aprendi a me recompor após momentos de muito sofrimento. Antes de ser mãe me desesperava por coisas menores, queria abandonar e não fazer mais”, conta Shirley.

Kely desenvolveu com a maternidade a empatia, a gratidão e aprendeu a não fazer comparações. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

Kely desenvolveu com a maternidade a empatia, a gratidão e aprendeu a não fazer comparações. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo.

8 – Gratidão e amor incondicional:

“Ser mãe é uma forma de aprender diariamente coisas novas. E cada vez que um filho diz que te ama ou te dá um abraço inesperado, nos sentimos a pessoa mais feliz do mundo. Ter um filho é algo que deve ser comemorado todos os dias”, conta Kely. “Ser mãe é o maior presente que já ganhei. É receber e dar um amor inimaginável todos os dias. É só querer o bem o tempo todo”, explica Thayane. “Aprendi que quando se acha que se ama muito, sempre é possível amar mais”, completa Virgínia.

9 – Abrir mão do controle:

“Aprendi que não podemos controlar, nem planejar, todos os momentos. É impossível controlar um bebê e, por isso, deixei o perfeccionismo de lado e não exijo tanto de mim. Não temos como fazer tudo perfeito e hoje carrego uma carga menor em meus ombros”, abre Shirley.

“A maternidade me fez compreender, aceitar e ressignificar o valor do tempo. Seja acolhendo o que não pode ser apressado, seja usufruindo da melhor forma o que parece passar rápido demais”, completa Virgínia.

10 – Paciência:

“Sem dúvida, uma das maiores evoluções que a maternidade me trouxe foi a paciência. Ainda não estou 100% (alguém está?), mas tenho conseguido a cada dia ser mais paciente, e isso significa entender que todo mundo tem seu tempo, seu ritmo, suas visões de mundo e, principalmente, todo mundo tem o direito de errar – assim como eu. Tenho buscado estratégias para manter a paciência com as crianças e, consequentemente, aprendi a levar essa virtude a outros lugares”, conta Melina.

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